TENSÃO NO ORIENTE MÉDIO

Irã investiga ataques e suspeita de violação de cessar-fogo pelos Emirados Árabes Unidos

Confronto em ilha estratégica eleva alerta e envolve aliados dos EUA após suposta ofensiva aérea na região portuária de Qeshm.

Publicado em 07/05/2026 às 17:16
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O governo iraniano investiga a origem dos ataques registrados nesta quinta-feira (data não informada) em diferentes regiões do país, mesmo com o cessar-fogo vigente desde o início do mês passado. De acordo com informações iniciais da agência local Fars, houve troca de tiros entre o Exército do Irã e "forças inimigas" na área comercial do píer de Bahman, localizado na estratégica ilha de Qeshm.

Fontes citadas pela Fars, incluindo uma de origem israelense, atribuem os ataques a caças dos Emirados Árabes Unidos, que teriam bombardeado a região portuária de Bahman Qeshm.

Em entrevista à agência Mehr, o deputado Ali Khodarian, membro do Comitê de Segurança Nacional do Parlamento iraniano (Majlis), declarou que o país vizinho do Golfo Pérsico é considerado por Teerã uma "base hostil".

Por outro lado, o Canal 24 de Israel informou, com base em fontes próprias, que o governo israelense não teria envolvimento nos acontecimentos desta noite no Irã.

Os ataques ocorrem poucas horas após o jornal The Wall Street Journal publicar que Arábia Saudita e Kuwait suspenderam restrições ao uso de suas bases e do espaço aéreo por forças militares dos Estados Unidos. Essas limitações haviam sido impostas após o início da operação americana para reabrir o Estreito de Ormuz, e a mudança pode indicar uma possível retomada de ações militares contra o Irã. No entanto, a emissora Al Jazeera, citando uma suposta fonte militar americana, contestou a veracidade da notícia divulgada pelo Wall Street Journal.

Segundo a agência Bloomberg, os Estados Unidos também aprovaram a venda de US$ 25,8 bilhões em armas para aliados no Oriente Médio.

O cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã foi anunciado em 7 de abril e, desde então, tem sido prorrogado, sendo considerado frágil. O presidente norte-americano, Donald Trump, declarou que a trégua é "por tempo indeterminado", condicionada à assinatura de um acordo com Teerã. A trégua também inclui Israel e, posteriormente, foi estendida ao Líbano.