VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Empresária suspeita de torturar empregada doméstica grávida é presa no Piauí

Carolina Sthela Ferreira dos Anjos foi detida em Teresina após mandado expedido pela Justiça do Maranhão. PM também foi preso por suspeita de envolvimento.

Publicado em 07/05/2026 às 15:37
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, de 36 anos, empresária investigada por agredir e torturar uma empregada doméstica grávida em Paço Lumiar, na Grande São Luís, Maranhão, foi presa na manhã desta quinta-feira (7), em Teresina, Piauí. O mandado de prisão preventiva, expedido durante a madrugada, foi cumprido na zona leste da capital piauiense. A Justiça do Maranhão determinou a prisão pelos crimes de tortura, lesão corporal, ameaça e constrangimento ilegal.

Segundo a Polícia Civil do Maranhão, a empresária foi detida durante uma tentativa de fuga. A Polícia Civil do Piauí informou que foi até o endereço de um tio da suspeita, em Teresina, mas ela havia acabado de sair com o marido e o filho, de 6 anos. A família foi localizada em um posto de combustíveis, onde Carolina acabou sendo presa. Ela será transferida para o Maranhão em uma aeronave.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Nathaly Moraes, advogada da empresária, afirmou que Carolina "vai cumprir integralmente as ordens judiciais". "A defesa técnica vai ser apresentada, a Carol não tem interesse em se omitir. Vai pagar pelo que deve, dentro do processo legal, e fazer as reparações tanto na esfera cível quanto na criminal", declarou.

Segundo a advogada, a ida de Carolina para Teresina não foi uma tentativa de fuga, mas motivada pela ausência de familiares em São Luís e pela necessidade de alguém de confiança para cuidar do filho.

O policial militar Michael Bruno Lopes Santos, suspeito de envolvimento nas agressões à empregada doméstica, também foi preso nesta quinta-feira, em São Luís. Ele responde a procedimento da Corregedoria da PM para apuração de sua conduta e responsabilidade no caso. O Estadão tenta contato com a defesa do PM.

"As investigações seguem em andamento para a completa apuração dos fatos, identificação de todos os envolvidos e adoção das medidas cabíveis", informou a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão.

De acordo com a investigação, a empresária teria agredido a trabalhadora doméstica, de 19 anos e grávida de cinco meses, após acusá-la de furtar um anel em sua residência. A vítima relatou à polícia que sofreu puxões de cabelo, socos e foi jogada no chão. As agressões teriam continuado mesmo após o anel ser encontrado em um cesto de roupas sujas.

A jovem também relatou à polícia que um homem, supostamente o PM, auxiliou a empresária nas agressões. Em áudios anexados ao inquérito, Carolina narra a violência contra a doméstica e afirma que era para a jovem "não ter saído viva". Ela também teria ameaçado a empregada de morte caso denunciasse as agressões.