CRIME E JUSTIÇA

Justiça considera foragido empresário acusado de incendiar apartamento de ex-namorada em Maceió

Marcello Gusmão de Aguiar Vitório é considerado foragido após descumprir medidas protetivas mais de 1,4 mil vezes; crime ocorreu na Ponta Verde

Por Redação Publicado em 07/05/2026 às 14:46
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial

O empresário Marcello Gusmão de Aguiar Vitório é oficialmente considerado foragido pela Polícia Civil de Alagoas. A decisão ocorre após a 8ª Vara Criminal da Capital decretar sua prisão preventiva na última segunda-feira (4), motivada pelo descumprimento sistemático de medidas judiciais. O suspeito não foi localizado em seu endereço e é procurado pelas autoridades.

O caso remonta a fevereiro de 2025, quando o empresário teria ateado fogo ao apartamento de sua ex-namorada, Mariana Maia, localizado no bairro de Ponta Verde. Marcello chegou a ser detido pelo crime, permanecendo preso por cerca de dois meses, mas obteve a liberdade em abril do mesmo ano.

Histórico de abusos e descumprimentos

A nova ordem de prisão fundamenta-se na gravidade das ações do investigado após sua soltura. Segundo os registros das investigações, o empresário teria violado as medidas protetivas de urgência em 1.449 ocasiões. As cautelares impunham a proibição rigorosa de qualquer tipo de contato com a vítima, determinação que foi ignorada de forma reiterada.

"A liberdade anterior havia sido concedida após o Ministério Público de Alagoas não se manifestar dentro do prazo legal sobre as acusações", explicou a defesa da vítima.

Acusações graves

Marcello Gusmão foi denunciado pelos crimes de:

Tentativa de homicídio;

Violência psicológica;

Incêndio;

Dano qualificado.

Na época de sua primeira soltura, o empresário negou publicamente todas as acusações, alegando inocência. No entanto, com a mudança de endereço sem comunicação prévia e o cerco policial para o cumprimento do novo mandado, ele agora integra a lista de procurados do estado.

A Polícia Civil solicita que qualquer informação sobre o paradeiro do suspeito seja reportada anonimamente através do Disque Denúncia (181).