ECONOMIA & ENERGIA

Margem de distribuição e revenda de diesel cresce 124% durante conflito, destaca Magda Chambriard

Presidente da Petrobras ressalta que estatal não atua mais nos segmentos de distribuição e revenda após venda da BR Distribuidora.

Publicado em 07/05/2026 às 13:24

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, destacou em uma rede social o aumento expressivo das margens dos setores de distribuição e revenda de combustíveis no Brasil durante o conflito no Oriente Médio. Ela esclareceu que a Petrobras está fora desses segmentos desde a venda da BR Distribuidora, realizada pelo governo do ex-presidente Jair Bolsonaro em 2021.

Segundo Magda, mesmo em "época de guerra", dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) indicam que a margem de lucro da distribuição e revenda de óleo diesel aumentou 124% no País, enquanto a da gasolina cresceu 44%.

"Como gosto de perguntar, para quem foi bom a venda da BR Distribuidora, da Refinaria da Bahia, da Liquigás?", questionou a executiva em sua publicação.

Na mesma postagem, Magda anexou um link explicando a política da empresa para os combustíveis.

A presidente ainda lembrou que a Petrobras vendeu a BR, hoje Vibra Energia, cedendo o direito ao uso da marca até meados de 2029, deixando claro que a estatal não possui mais relação com a operação da empresa privada. Na época da venda, a Petrobras também se comprometeu a não competir com a Vibra até a mesma data.

No caso da Refinaria de Mataripe, na Bahia, os reajustes nos combustíveis têm ocorrido semanalmente.

"Mesmo diante de um cenário de constantes variações, a nossa estratégia comercial – que forma o preço dos combustíveis – não é automática nem imediata. Ela é construída justamente para absorver parte dessas oscilações, buscando reduzir impactos abruptos sempre que possível", afirma a estatal no link divulgado por Magda.