Produção industrial cresce em março, impulsionada por derivados do petróleo e produtos químicos
Setor registra alta de 0,1% ante fevereiro; oito dos 25 ramos industriais apresentaram avanço, segundo IBGE
A produção industrial brasileira registrou alta de 0,1% em março na comparação com fevereiro, impulsionada principalmente pela expansão nas atividades de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,2%) e produtos químicos (4,0%).
De acordo com a Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), oito dos 25 ramos industriais pesquisados apresentaram crescimento no período.
Outros destaques positivos foram selecionados nos segmentos de veículos automotivos, reboques e carrocerias (1,1%), metalurgia (1,2%) e máquinas e equipamentos (1,0%).
Por outro lado, entre as 16 atividades que registraram queda, as principais influências negativas vieram de bebidas (-2,9%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-3,9%).
Também houve retrações significativas nos setores de móveis (-6,0%), fabricação de artigos de vestuário e acessórios (-4,1%), produtos alimentícios (-0,5%), manutenção, acessórios e instalação de máquinas e equipamentos (-3,9%), celulose, papel e produtos de papel (-1,3%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-2,3%), produtos de madeira (-4,4%) e produtos de borracha e de material plástico (-1,1%).
Comparação com março de 2025
O avanço de 4,3% na produção industrial em março de 2026 em relação ao mesmo mês de 2025 foi atribuído efeito ao calendário, conforme explicado André Macedo, gerente do PIM. O mês de março de 2026 contorno com três dias úteis a mais do que março do ano anterior.
“Isso explica o fato de todas as categorias econômicas apresentarem resultados positivos e a maioria das atividades industriais, 19 delas, registrarem crescimento na produção”, afirmou Macedo.
Nessa base de comparação, 19 dos 25 ramos investigados tiveram expansão. As principais influências positivas partiram dos setores de veículos automotores, reboques e carrocerias (18,7%), produtos alimentícios (5,7%), indústrias extrativas (4,7%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (4,2%).
Outros ramos com contribuições relevantes foram equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (9,3%), outros equipamentos de transporte (11,3%), produtos de borracha e de material plástico (3,9%), produtos diversos (13,5%), produtos químicos (1,7%), móveis (9,9%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (4,2%).
No grupo das seis atividades que tiveram perdas, o destaque negativo ficou para celulose, papel e produtos de papel (-4,5%).
Difusão
O índice de difusão, que mede a proporção de produtos com aumento na produção em relação ao mesmo mês do ano anterior, subiu de 36,2% em fevereiro para 55,6% em março.