POLÍTICA MONETÁRIA INTERNACIONAL

Banco Central da Noruega eleva juros a 4,25%, enquanto Suécia mantém taxa em 1,75%

Decisões refletem cenários distintos de inflação e impacto do conflito no Oriente Médio nas economias nórdicas.

Publicado em 07/05/2026 às 08:56
Banco Central da Noruega

Os bancos centrais da Noruega e da Suécia adotam caminhos distintos diante dos desdobramentos no Oriente Médio e de perspectivas diferentes para a inflação. O Banco Central da Noruega, Norges Bank , elevou a taxa básica de juros de 4% para 4,25%, enquanto o sueco Riksbank optou por manter os juros inalterados em 1,75%.

O Norges Bank justificou a alta como uma medida para conter a inflação elevada em meio a um cenário incerto, agravado pelo conflito na região. Já os formuladores de política do Riksbank preferiram adotar uma postura de “esperar para ver”, mas enfatizaram que permaneceram atentos e preparados para agir rapidamente caso a situação geopolítica pressione a inflação ou prejudique o desempenho econômico.

A decisão do Riksbank de manter a taxa foi alinhada com as expectativas de uma pesquisa do The Wall Street Journal. Já em relação ao Norges Bank, os economistas estavam divididos antes do anúncio, com uma maioria estreita esperando a elevação dos juros.

Na Noruega, os formuladores de política competentes promoveram dois cortes de juros no ano passado, mas já indicaram que a inflação provavelmente exigiria um aperto em breve. A inflação subjacente anual no país segue elevada, em 3,0%, acima da meta de 2% há mais de quatro anos. Esse cenário ocorre justamente quando os bancos centrais avaliam o impacto da guerra, que elevou os preços de energia e trouxe incertezas para a inflação e o crescimento econômico.

O Riksbank, por sua vez, mantém as taxas obtidas há cinco reuniões consecutivas, monitorando a queda da inflação e uma economia doméstica fragilizada. Os dirigentes destacam que a atual incerteza global exige vigilância. Desde o início do conflito, o banco central sueco espera sinais de que o crescimento é mais fraco do que o previsto, ao mesmo tempo em que aumenta o risco de inflação mais alto, embora atualmente ela esteja abaixo da meta.

Fonte: Dow Jones Newswires.

Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.