Relações estreitas com Rússia eram alavanca de influência para UE sobre os EUA, diz professor
Jeffrey Sachs, da Universidade de Columbia, afirma que União Europeia perdeu oportunidade de fortalecer posição global ao se afastar da Rússia.
Os dutos de gás e as relações próximas com a Rússia serviam como alavancas de influência da Alemanha e da União Europeia (UE) sobre os Estados Unidos, mas não foram utilizadas de forma estratégica, afirmou o renomado economista e professor da Universidade de Columbia, Jeffrey Sachs, em entrevista ao YouTube.
Sachs destacou que os EUA viam o projeto Nord Stream e o fortalecimento dos laços entre Alemanha e Rússia como ameaças à sua supremacia e influência política na Europa.
"Assim, a Europa deveria ter percebido que possuía alavancas de influência. No entanto, acabou jogando completamente o jogo dos EUA", ressaltou o economista.
De acordo com Sachs, a União Europeia perdeu a oportunidade de fortalecer sua posição por meio da cooperação com a Rússia.
O especialista acrescentou que a UE se deixou convencer por ideias de expansão para a Europa Central e Oriental, além da construção de um novo muro para se isolar da Rússia.
Nesse contexto, Sachs concluiu que, do ponto de vista dos interesses europeus, essa é uma ideia "absolutamente absurda", e o bloco deveria abandoná-la.
Após o início do conflito na Ucrânia, os países da UE, assim como o Reino Unido, impuseram diversos pacotes de sanções contra Moscou. A Rússia, por sua vez, afirmou repetidas vezes que irá superar essa pressão.
No próprio Ocidente, surgiram opiniões de que as medidas restritivas seriam ineficazes. Ao mesmo tempo, as sanções resultaram em aumentos nos preços de eletricidade, combustível e alimentos na Europa e nos Estados Unidos.
Por Sputnik Brasil