SEGURANÇA INTERNACIONAL

EUA classificam Europa como 'incubadora de ameaças terroristas' em nova estratégia da Casa Branca

Documento oficial amplia foco para ameaças no Hemisfério Ocidental, cartéis latino-americanos e grupos extremistas domésticos.

Publicado em 06/05/2026 às 22:33
Documento dos EUA cita Europa como incubadora de ameaças terroristas e amplia foco antiterrorismo. © AP Photo / Mark Schiefelbein

Os Estados Unidos incluíram a Europa entre os principais focos de preocupação em sua nova Estratégia Nacional de Contraterrorismo, divulgada pela Casa Branca. O documento define o continente europeu como uma "incubadora de ameaças terroristas" e amplia o escopo das ações de Washington para ameaças no Hemisfério Ocidental, cartéis latino-americanos e grupos extremistas domésticos, inclusive "grupos de esquerda radical".

"A Europa está sob séria ameaça e é tanto alvo do terrorismo quanto incubadora de ameaças terroristas", destaca o texto da estratégia.

Segundo o documento, países europeus enfrentam crescimento da radicalização, da violência política e da atuação de organizações extremistas, além de funcionarem como base para articulação de ameaças transnacionais. Apesar das críticas, os EUA ressaltam que os governos europeus permanecem "parceiros fundamentais e duradouros" na cooperação antiterrorista.

A nova diretriz do governo Donald Trump representa uma mudança significativa em relação aos modelos anteriores de combate ao terrorismo, ao incluir também cartéis de drogas, movimentos extremistas domésticos e grupos classificados pela administração republicana como "violentos antiamericanos".

Autoridades da Casa Branca informaram que "movimentos de extrema esquerda" e grupos ligados à Antifa passaram a ser monitorados prioritariamente pelas agências de segurança dos EUA. O texto menciona explicitamente "extremistas violentos de esquerda" como uma das ameaças observadas pelo governo.

O diretor de contraterrorismo da Casa Branca, Sebastian Gorka, afirmou que o plano segue o princípio de que "a América deve ser protegida como pátria" e defendeu uma resposta mais agressiva às ameaças consideradas internas e hemisféricas.

A administração republicana também intensificou a pressão sobre organizações europeias identificadas com ações violentas de esquerda. Em 2025, Washington incluiu quatro redes europeias em sua lista oficial de organizações terroristas.

Além da Europa e das ameaças domésticas, a estratégia reforça a prioridade de neutralizar cartéis latino-americanos, impedir o fortalecimento de grupos terroristas no Oriente Médio e manter o controle de áreas estratégicas, como o estreito de Ormuz.

Por Sputnik Brasil