Fed aponta maior pressão em cadeias globais de suprimentos desde julho de 2022
Índice do Fed de Nova York mostra impacto de conflitos no Oriente Médio e no fluxo de comércio mundial
As pressões sobre as cadeias globais de suprimentos atingiram, em abril, o maior patamar desde julho de 2022, impulsionadas pelo agravamento da guerra no Oriente Médio, que tem dificultado a circulação de mercadorias em todo o mundo. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, 6, pelo Federal Reserve (Fed) de Nova York.
O Índice de Pressões Globais na Cadeia de Suprimentos (GSCPI, na sigla em inglês) avançou para 1,82 em abril, frente a 0,68 em março. Esse é o nível mais elevado desde julho de 2022, quando o indicador registrou 1,86, em meio aos riscos provocados pela guerra na Ucrânia. O salto mensal também foi o maior desde março de 2020, início da pandemia de covid-19, quando o índice saltou de 1,29 em fevereiro para 2,66 em março.
O aumento do indicador ocorre em meio ao fechamento do Estreito de Ormuz, importante rota por onde circula cerca de 20% do comércio marítimo de petróleo. A interrupção da navegação na região também afetou o transporte de alimentos e fertilizantes, agravando ainda mais o cenário global de suprimentos.
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