Relator retira exigência de análise prévia do Conselho em mudanças societárias de minerais críticos
Alteração no marco legal dos minerais críticos elimina necessidade de anuência prévia, exigindo apenas homologação do Conselho Ministerial.
O relator do projeto, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), retirou do marco legal dos minerais críticos e estratégicos a exigência de "anuência prévia" do Conselho Ministerial para mudanças no controle societário de empresas titulares de direitos minerários nesse setor. Agora, o colegiado passará apenas a "homologar" tais operações, ou seja, validar atos já realizados.
A alteração foi justificada pelo risco de litígios comerciais. O Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE) terá como missão propor políticas e ações públicas voltadas ao desenvolvimento da cadeia produtiva desses minerais no Brasil. O órgão será composto por 15 representantes do Poder Executivo, além de representantes dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e do setor privado.
Segundo o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, a criação do Conselho atendeu a um pedido do governo federal e gerou divergências nos bastidores. De um lado, o governo busca garantir a gestão estatal sobre as reservas nacionais, alegando defesa da soberania. Por outro, empresas do setor criticam a intervenção do Estado e a ausência de critérios claros para fundamentar eventuais decisões do Conselho que possam barrar operações empresariais.