RESULTADOS FINANCEIROS

Daycoval registra lucro líquido recorrente de R$ 434,6 milhões no 1º trimestre, queda de 8,1% em 12 meses

Banco aponta maior provisão e investimentos em novas frentes de negócios como fatores para retração do lucro; carteira de crédito e ativos sob gestão avançam.

Publicado em 06/05/2026 às 19:34
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O Banco Daycoval apresentou lucro líquido recorrente de R$ 434,6 milhões no primeiro trimestre de 2024, representando uma queda de 8,1% em relação ao mesmo período do ano anterior e de 1,6% na comparação com o quarto trimestre de 2023.

O retorno sobre o patrimônio (ROAE) recorrente recuou para 24% no trimestre, ante 26% em igual período de 2023, mas avançou frente aos 22,2% registrados no quarto trimestre do ano passado. Já a margem financeira líquida ficou em 8,1%, abaixo dos 9% de um ano atrás, porém superior aos 7,4% do trimestre imediatamente anterior.

Segundo o banco, a retração do lucro é explicada principalmente pelo aumento das provisões e pelo avanço dos investimentos em novas frentes de negócios. O Daycoval destacou que essas áreas vêm ganhando relevância na geração de receitas.

Entre as novas áreas, a plataforma digital Daycoval Investe registrou crescimento de 28% no volume de ativos sob custódia em 12 meses, atingindo R$ 8,1 bilhões. A base de clientes também aumentou 12%, alcançando 433 mil pessoas. Já a gestora Daycoval Asset Management chegou a R$ 28,3 bilhões em ativos sob gestão, alta de 35,4% em relação ao primeiro trimestre de 2023, com 124 fundos administrados.

No segmento principal do banco, a carteira de crédito ampliada cresceu 19,8% em relação ao ano anterior, mantendo-se praticamente estável na comparação trimestral, totalizando R$ 74,5 bilhões. A carteira de crédito para empresas atingiu R$ 51,5 bilhões, avanço de 69% em 12 meses, impulsionada principalmente por cessão de recebíveis (R$ 12,3 bilhões) e avais e fianças (R$ 10,5 bilhões). O crédito a empresas via títulos privados, incluindo debêntures, CRI, CRA, Notas Comerciais e CPRs, somou R$ 8,3 bilhões, alta de 16% em um ano.

No varejo, a carteira de crédito alcançou R$ 23,1 bilhões, crescimento de 31% frente ao primeiro trimestre de 2023. A maior parte da carteira é composta por produtos colateralizados, como crédito consignado (R$ 15,6 bilhões), cartão consignado (R$ 2,8 bilhões) e financiamento de veículos (R$ 4,1 bilhões). A carteira de veículos, especificamente, avançou 45,5% em 12 meses e 11% em relação ao trimestre anterior.

O índice de inadimplência acima de 90 dias recuou para 2% no trimestre, ante 2,3% no mesmo período de 2023, porém aumentou frente aos 1,7% do quarto trimestre do ano passado.

As despesas com provisão para créditos de liquidação duvidosa subiram para R$ 428 milhões no trimestre, ante R$ 134,8 milhões no mesmo intervalo do ano anterior. O saldo das provisões para devedores duvidosos aumentou 13,4% em 12 meses e 5,7% na comparação trimestral, alcançando R$ 2,34 bilhões. O saldo do estágio 3, que abrange a carteira de maior risco, cresceu 11% em um ano e caiu 2,4% no trimestre, totalizando R$ 2,6 bilhões.