RESULTADOS FINANCEIROS

Ultrapar registra lucro líquido de R$ 914 milhões no 1º trimestre de 2026

Companhia teve alta de 152% no lucro, impulsionada pela consolidação da Hidrovias do Brasil e resultados positivos da Ipiranga.

Publicado em 06/05/2026 às 19:16
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A Ultrapar registrou lucro líquido de R$ 914 milhões no primeiro trimestre de 2026, um avanço expressivo de 152% em relação ao mesmo período de 2025. O Ebitda ajustado atingiu R$ 2,324 bilhões, crescimento de 96% na comparação anual. Já a receita líquida somou R$ 36,752 bilhões, alta de 10% em relação ao primeiro trimestre do ano anterior.

Segundo a companhia, a melhora dos resultados decorre principalmente da consolidação da Hidrovias do Brasil, que antes era registrada como equivalência patrimonial no balanço. Os resultados positivos da Ipiranga também contribuíram para o desempenho financeiro do grupo no trimestre.

O CFO Alexandre Palhares destacou que a valorização de 64% nos preços do petróleo entre dezembro de 2025 e março de 2026 proporcionou um ganho de estoque relevante para a Ipiranga. Isso fez a margem da empresa saltar de R$ 0,18 por litro para R$ 0,28 por litro ao final do trimestre. Palhares lembrou que, durante a pandemia, a queda de 57% no preço do barril havia reduzido a margem para R$ 0,04 por litro.

Por outro lado, Palhares explicou que a Ipiranga precisou ampliar seu volume de importação de diesel, já que o mercado brasileiro depende, em média, de 25% do produto importado. Com a saída de outros agentes do mercado devido ao aumento dos preços, a Ipiranga triplicou seu volume de importação para abastecer sua rede, elevando o capital de giro para R$ 2,092 bilhões no trimestre.

"Temos muita incerteza, não temos visibilidade da continuidade ou não desta guerra. Se o conflito seguir, vamos continuar sendo impactados por esses efeitos de capital de giro e de estoque", afirmou o executivo.

No trimestre, os investimentos da Ultrapar totalizaram R$ 558 milhões, crescimento de 34% em relação ao mesmo período do ano anterior. A dívida líquida chegou a R$ 12,275 bilhões, ante R$ 12,148 bilhões no quarto trimestre de 2025 e R$ 9,044 bilhões no primeiro trimestre de 2025.

Considerando operações de fornecedores convênio (risco sacado) e 'vendor', a dívida líquida ajustada atingiu R$ 13,479 bilhões no trimestre, com a alavancagem permanecendo estável em 1,7 vez em relação ao final de 2025.

"A contratação dessas operações no trimestre esteve associada, principalmente, aos aumentos relevantes dos preços dos combustíveis após o início da Guerra do Irã e ao maior patamar de importações para manutenção do abastecimento do mercado doméstico, em um contexto de maior instabilidade e volatilidade no mercado internacional", informou a companhia em seu release de resultados.