G7 alerta para riscos de coerção econômica e distorções em cadeias globais
Ministros do grupo destacam preocupações com práticas que afetam o comércio e defendem diversificação de suprimentos
Os ministros do Comércio do G7 alertaram nesta quarta-feira, 6, para os riscos de "práticas não orientadas pelo mercado" e de "coerção econômica", em comunicado conjunto divulgado após reunião em Paris. O posicionamento ocorre em meio a preocupações crescentes sobre cadeias globais de abastecimento, minerais críticos e excesso de capacidade industrial.
No comunicado, o grupo expressou preocupação com políticas que geram “distorções persistentes de mercado, excesso de capacidade estrutural e dependências econômicas crescentes”.
Os ministros destacaram ainda o impacto negativo de subsídios industriais "divulgados, opacos e importantes", práticas adotadas por empresas estatais e a transferência transferida de tecnologia, apontando esses fatores como fontes de desequilíbrio no comércio internacional.
O texto também enfatizou a preocupação com a coerção econômica, incluindo restrições arbitrárias de exportações que podem interromper cadeias de fornecimento, especialmente no setor de minerais críticos. “Trabalharemos juntos com parceiros para reduzir dependências críticas e garantir que os esforços de instrumentalizar dependências econômicas falhem”, afirmou o G7.
Segundo os ministros, cadeias de fornecimento resilientes e confiáveis são fundamentais para a segurança econômica, especialmente em setores estratégicos e de tecnologia crítica. O grupo descobriu que cadeias relacionadas a minerais críticos permanecem à concentração de oferta, interrupções e práticas que distorcem o mercado.
O G7 informou que continuará debatendo mecanismos para fortalecer a diversificação das cadeias produtivas, incluindo critérios de resiliência, instrumentos conjuntos de compras, mecanismos de rastreabilidade e medidas relativas a preços mínimos e subsídios.
No âmbito multilateral, os ministros lamentaram a ausência de resultados concretos na conferência ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC) em Iaundé, Camarões, e defenderam a divulgação para uma reforma significativa da entidade.