SAÚDE INTERNACIONAL

OMS rastreia passageiros de voo após morte por hantavírus

Órgão monitora contatos de voo entre Santa Helena e Joanesburgo após confirmação de caso fatal; navio em Cabo Verde também é investigado.

Publicado em 06/05/2026 às 13:15
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

A Organização Mundial da Saúde (OMS) iniciou o rastreamento dos contatos dos passageiros do voo 4Z132, que partiu de Santa Helena para Joanesburgo, após a morte de uma mulher holandesa por hantavírus.

Segundo a OMS, "uma mulher adulta, que teve contato próximo com o caso 1, desembarcou em Santa Helena em 24 de abril de 2026 apresentando sintomas gastrointestinais. Seu quadro clínico piorou durante o voo para Joanesburgo, África do Sul, em 25 de abril."

Ela faleceu ao chegar ao pronto-socorro em 26 de abril. Em 4 de maio, exames de PCR confirmaram a infecção por hantavírus, detalhados a OMS.

Paralelamente, três pacientes com suspeita de infecção por hantavírus foram retirados de um navio de cruzeiro com destino à Holanda nesta quarta-feira, informou a agência de saúde da Organização das Nações Unidas (ONU).

O embarque, considerado o epicentro de um surto letal, permanece ancorado próximo a Cabo Verde com quase 150 pessoas a bordo, aguardando autorização para seguir viagem às Ilhas Canárias, na Espanha. Até ao momento, três pessoas morreram e um corpo permanece a bordo, segundo a OMS.

No total, oito casos foram registrados, sendo três deles confirmados por exames laboratoriais.

Imagens da Associated Press mostram profissionais de saúde equipados com proteção individual embarcando para realizar a evacuação.

O hantavírus é geralmente transmitido pela inalação de partículas de fezes de odores contaminados. A transmissão entre pessoas é considerada rara pela OMS, embora possível.

O rastreamento de contatos já está em andamento em dois continentes, Europa e África, buscando identificar possíveis infecções entre pessoas que desembarcaram do navio, que saíram da América do Sul há mais de um mês, com passagens pela Antártica e diversas ilhas remotas do Atlântico.

De acordo com dois funcionários argentinos que investigam a origem do surto, a principal hipótese é que um casal holandês tenha contraído o vírus na cidade de Ushuaia.

Com informações da Associated Press