Comércio e crime organizado pautam reunião entre Lula e Trump
Presidentes discutem estratégias para ampliar relações comerciais e reforçar combate ao crime transnacional
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca nesta quarta-feira (6) para Washington, nos Estados Unidos, onde se encontrará com o presidente norte-americano, Donald Trump. Comércio e combate ao crime organizado serão os principais temas da reunião, marcada para esta quinta-feira (7), na Casa Branca.
O governo brasileiro pretende apresentar as principais ações desenvolvidas no enfrentamento às organizações criminosas.
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No mês passado, Brasil e Estados Unidos anunciaram um acordo de cooperação mútua para combater o tráfico internacional de armas e drogas.
A parceria prevê a partilha de informações sobre apreensões realizadas nas aduanas dos dois países, facilitando investigações rápidas sobre padrões, rotas e conexões entre remetentes e destinatários de produtos ilícitos.
Outros assuntos também podem ser abordados durante a reunião, como temas de geopolítica e exploração de terras raras e estratégias minerais.
O encontro foi negociado pelas equipes dos dois presidentes e confirmado há poucos dias. Lula deverá viajar exclusivamente para a reunião e retornar ao Brasil ainda na quinta-feira.
Integraram a comitiva presidencial os ministros das Relações Exteriores, Mauro Vieira; da Justiça e Segurança Pública, Wellington César; da Fazenda, Dario Durigan; do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa; de Minas e Energia, Alexandre Silveira, além do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
Relação bilateral
Em entrevista à Empresa Brasil de Comunicação (EBC) , o ministro Dario Durigan afirmou que espera que a viagem contribua para normalizar as relações entre Brasil e Estados Unidos, apesar de eventuais forças de oposição.
"Minha expectativa é que a gente siga normalizando a relação bilateral com os Estados Unidos. Não podemos permitir que elementos externos, que inclusive prejudicam o país, criem problemas para a população brasileira", declarou.
Durigan ressaltou ainda que, caso os Estados Unidos imponham tarifas ao Brasil por motivos políticos, o governo brasileiro adotará medidas de reciprocidade.
O ministro reforçou o compromisso do Brasil de seguir colaborando no combate ao crime organizado, como já vem ocorrendo.