China pede cessar-fogo abrangente e discute Estreito de Ormuz com Irã
Encontro entre chanceleres reforça papel chinês na mediação do conflito no Oriente Médio
O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, fez um apelo por um cessar-fogo abrangente na guerra entre Estados Unidos e Irã, afirmando que Pequim está "profundamente consternada" com a escalada das hostilidades.
As declarações de Wang foram dadas após reunião com o ministro iraniano Abbas Araghchi nesta quarta-feira, 6, e podem impulsionar os esforços para encerrar o conflito, que já dura mais de dois meses no Oriente Médio. A influência da China, devido aos seus laços econômicos e políticos com Teerã, confere ao país papel estratégico nas negociações. O governo do presidente dos EUA, Donald Trump, tem pressionado Pequim a usar essa relação para persuadir o Irã a reabrir o Estreito de Ormuz.
Em mensagem publicada no Telegram, Araghchi informou que o encontro com autoridades chinesas abordou a situação do importante corredor marítimo, além do respeito aos direitos iranianos. O chanceler destacou que a análise dos desdobramentos diplomáticos e dos esforços para encerrar a guerra contra o Irã, incluindo negociações mediadas pelo Paquistão, também foi pauta central.
Segundo Araghchi, "os amigos chineses" reconhecem que o Irã pós-guerra é diferente do Irã anterior ao conflito, destacando uma "melhora em sua posição internacional". "O Irã demonstrou suas capacidades e autoridade. Portanto, um novo período de cooperação entre o Irã e outros países está por vir", afirmou.
A visita de Araghchi à China antecede a viagem planejada do presidente Trump a Pequim para uma cúpula de alto nível com o presidente chinês, Xi Jinping, marcada para os dias 14 e 15 de maio. Será a primeira visita de Trump à China em seu segundo mandato e a primeira de um presidente dos EUA ao país desde 2017.
Com informações da Associated Press