Dólar inicia em queda, mas avança com petróleo e atuação do BC
Moeda americana oscila diante de expectativas de acordo EUA-Irã, queda do petróleo e leilão do Banco Central.
O dólar abriu em queda no mercado à vista na manhã desta quarta-feira (6), refletindo a desvalorização global da moeda americana diante das expectativas de um possível acordo de paz entre Estados Unidos e Irã.
No entanto, a divisa dos EUA passou a subir frente ao real, pressionada pela forte queda do preço do petróleo, que prejudica os termos de troca comercial do Brasil — importante exportador de petróleo bruto. A alta também foi influenciada pelo leilão de swap cambial reverso realizado pelo Banco Central, entre 9h20 e 9h25, que consiste na compra de dólares no mercado futuro.
No mercado de juros, as taxas recuam em resposta ao alívio nos rendimentos dos Treasuries americanos e à queda do petróleo.
Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou à CNBC que Teerã está avaliando uma proposta dos EUA para resolver o conflito no Oriente Médio. Informações anteriores já indicavam que os países estavam próximos de um pacto para encerrar as hostilidades.
A Guarda Revolucionária do Irã declarou que a travessia pelo Estreito de Ormuz poderá ser retomada de forma "segura e sustentável" com o "fim das ameaças dos agressores", após a suspensão da "Operação Liberdade" dos EUA, que previa a escolta de navios comerciais na região.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira que a alta do petróleo pode impactar os preços dos combustíveis no Brasil em até 20%. Ele sinalizou que, caso o conflito no Oriente Médio avance, o governo poderá adotar novas medidas relacionadas aos combustíveis.
Além disso, a inflação anual ao consumidor (CPI) nos países da OCDE subiu de 3,4% em fevereiro para 4,0% em março, impulsionada principalmente pelo aumento de 8,6 pontos percentuais na inflação de energia.