COMBATE AO CRIME PREVIDENCIÁRIO

PF deflagra Operação Falsa Matriz contra fraudes em aposentadorias em Alagoas e São Paulo

Ação investiga desvios de benefícios por meio de documentos falsos; mandados foram cumpridos em Matriz do Camaragibe e Sertãozinho, resultando em uma prisão em flagrante

Por Redação Publicado em 06/05/2026 às 09:46
Operação da PF em Alagoas Imagem ilustrativa gerada por Inteligência Artificial

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (06/05), a Operação Falsa Matriz, uma ofensiva estratégica para desarticular um esquema de fraude no pagamento de benefícios previdenciários. A operação, realizada em solo alagoano com apoio da Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social, foca no desvio de aposentadorias mediante o uso de documentação falsa.

O Início das Investigações

O caso chegou ao conhecimento das autoridades após uma denúncia feita pelo próprio titular legítimo de uma aposentadoria do INSS, que percebeu irregularidades em seus recebimentos. A partir desse alerta, o setor de inteligência identificou um padrão de fraude que direcionava recursos públicos para contas de terceiros.

Cumprimento de Mandados e Prisão

Equipes de policiais federais cumpriram mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal de Alagoas. As diligências ocorreram simultaneamente em dois estados:

Em Alagoas: Alvos localizados no município de Matriz do Camaragibe.

Em São Paulo: Alvos localizados na cidade de Sertãozinho.

Durante as buscas em um dos endereços, os agentes encontraram uma arma de fogo ilegal, o que resultou na prisão em flagrante de um dos suspeitos. Além de documentos e provas da materialidade delitiva, a PF busca identificar bens de valor que possam ser bloqueados para garantir o ressarcimento aos cofres públicos.

Prejuízo ao Erário

De acordo com o balanço parcial da Polícia Federal, o prejuízo já confirmado junto ao INSS ultrapassa os R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais). Este montante refere-se apenas às parcelas desviadas para a conta de um dos investigados, sem considerar a correção monetária.

"O objetivo agora é aprofundar a análise do material apreendido para identificar se há participação de outros envolvidos e se o esquema possui ramificações em outros benefícios", informou a assessoria da PF.

Os envolvidos poderão responder por crimes como estelionato previdenciário, falsidade documental e posse ilegal de arma de fogo, cujas penas, somadas, podem ultrapassar 10 anos de reclusão.