POLÍTICA ECONÔMICA

Governo avalia nova fase do Desenrola para adimplentes com juros altos, diz Durigan

Ministro da Fazenda afirma que programa pode ser ampliado para beneficiar adimplentes e trabalhadores informais, com anúncio previsto para o fim de maio ou início de junho.

Publicado em 06/05/2026 às 08:32
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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira (6) que o governo estuda uma segunda rodada do programa Desenrola, desta vez voltado para adimplentes que enfrentam dívidas com juros elevados. Segundo ele, também está em análise uma linha específica para trabalhadores informais, com previsão de anúncio para o fim de maio ou início de junho.

“Ele (o informal) é quem mais toma juros caros no país e nós estamos estudando uma linha pros informais pra ser anunciado no fim de maio, começo de junho”, declarou Durigan durante participação no programa Bom Dia, Ministro , da EBC, empresa pública federal.

O ministro explicou que a nova etapa do Desenrola busca atender pessoas que mantêm seus pagamentos em dia, mas confrontos de taxas de juros elevados — especialmente entre os informais, grupo que, segundo Durigan, recebe atenção especial do governo.

"Nós estamos estudando uma segunda rodada pra quem está adimplente e tem juros altos. Aqui, seja uma pessoa que é informal, por exemplo, o informal no país, que é um olhar que a gente tem com muito cuidado", completou.

Durigan destacou ainda que o Novo Desenrola é uma continuidade do processo iniciado na primeira versão do programa e frisou que a iniciativa não pretende estimular a inadimplência.

“A gente começou a lidar com o endividamento pós-pandemia, pré-governo Lula, e agora vamos terminar esse processo. Não é um processo que vai durar, por isso a mobilização de 90 dias para você renegociar sua dívida. Não é para deixar para um segundo momento, é preciso pagar as nossas dívidas”, afirmou o ministro.

Segundo Durigan, o setor financeiro indica que a inadimplência é o principal fator para o spread bancário, e o governo trabalha para reduzir esse impacto. Ele foi enfático ao dizer que programas como o Novo Desenvolvimento não serão recorrentes.

O ministro também esclareceu que um “ruído” inicial para operacionalizar o programa junto aos bancos já foi solucionado e que todas as instituições financeiras estão participando da iniciativa.