Sob pressão, Merz rejeita eleições antecipadas e defende manutenção do governo até 2029
Primeiro-ministro alemão afirma que novas eleições agravariam instabilidade em meio à crise econômica e reforça compromisso com atual coalizão.
O primeiro-ministro da Alemanha, Friedrich Merz, descartou nesta terça-feira (5) a possibilidade de realização de eleições parlamentares antecipadas no país e pediu que seus adversários políticos sequer considerem essa hipótese.
O governo formado pelos partidos da coalizão CDU/CSU (União Democrata Cristã/União Social Cristã) e SPD (Partido Social-Democrata da Alemanha), liderado por Merz, completa nesta quarta-feira (6) um ano de gestão, enfrentando baixos índices de popularidade.
"Por favor, que ninguém sonhe com novas eleições", declarou Merz durante um evento do Conselho Econômico da CDU. Segundo ele, a realização de eleições antecipadas seria prejudicial para a Alemanha.
"Alguém realmente acredita que um país em campanha eleitoral, em meio a uma crise econômica dessa magnitude, conseguirá tomar as decisões necessárias neste momento?"
Nesse contexto, o chanceler defendeu a continuidade da atual coalizão até o fim da legislatura do Bundestag, prevista para 2029. "Queremos e devemos ter sucesso com a coalizão que temos hoje", ressaltou.
Merz também reiterou que rejeita a possibilidade de formar um governo minoritário, sem a participação do SPD.
"Digo isso de forma muito clara: governo minoritário não é uma opção para mim. Não vou seguir esse caminho nem iniciá-lo", afirmou.
Anteriormente, a copresidente do partido de direita Alternativa para a Alemanha (AfD), Alice Weidel, e a especialista em política externa do partido de esquerda Aliança Sahra Wagenknecht, Sevim Dagdelen, defenderam a renúncia do governo e a convocação de eleições antecipadas.
Segundo o jornal Bild, com base em pesquisa do instituto INSA, apenas 24% dos alemães acreditam que a atual coalizão chegará até as eleições de 2029, enquanto 58% esperam sua dissolução.