Petróleo recua após manutenção de cessar-fogo entre Irã e EUA, apesar de ataques
Sinais de continuidade no cessar-fogo aliviam tensões no Oriente Médio e pressionam preços do petróleo, mesmo após ataques recentes.
Sinais de que o governo norte-americano de Donald Trump pretende manter o cessar-fogo com o Irã reduziram os temores de escalada no conflito do Oriente Médio e pressionaram os preços do petróleo nesta terça-feira, 5. Apesar da queda, a cotação da commodity segue acima dos US$ 100 por barril.
O petróleo WTI para junho, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), encerrou o dia em baixa de 3,90% (US$ 4,15), cotado a US$ 102,27 por barril.
O Brent para julho, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), recuou 3,99% (US$ 4,57), fechando a US$ 109,87 por barril.
Mesmo após os ataques registrados na segunda-feira, 4, no Estreito de Ormuz e nos Emirados Árabes Unidos, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não sinalizou qualquer violação do cessar-fogo por parte do Irã.
"Eles sabem o que não fazer", afirmou Trump a repórteres no Salão Oval nesta terça-feira, negando que Teerã tenha disparado contra navios sob proteção dos EUA.
O ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Muhammad Ishaq Dar, declarou que Islamabad está confiante em alcançar avanços significativos nas negociações entre americanos e iranianos. Uma nova rodada de conversas, porém, ainda não foi marcada.
Apesar da recente escalada nas hostilidades, que ameaça comprometer o cessar-fogo, o prêmio de risco permanece, segundo a Tradu, que alerta para o risco de um choque prolongado de energia e possível queda na demanda.
A Pantheon Economics avalia que os preços do petróleo atingiram o pico e projeta que fiquem próximos de US$ 111 por barril neste mês, com tendência de queda gradual para cerca de US$ 85 até o fim do ano.
Em meio ao cenário de guerra, o Iraque oferece descontos relevantes aos compradores de petróleo bruto para embarques neste mês, mas os navios-tanque precisarão atravessar o Estreito de Ormuz para coletar os barris, segundo informações da Bloomberg.
A Noruega está reabrindo três campos de gás natural fechados no século passado, atendendo ao aumento da demanda europeia por alternativas ao fornecimento russo e do Oriente Médio.
Com informações da Dow Jones Newswires