Exigências dos EUA em negociações são 'impossíveis e inalcançáveis', diz Pezeshkian
Presidente iraniano critica postura americana e reforça defesa do diálogo lógico e da cooperação regional
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que as exigências dos Estados Unidos são "impossíveis e inalcançáveis", criticando a combinação de pressão militar com expectativa de negociação. Em conversa telefônica com o primeiro-ministro designado do Iraque, Ali Faleh al-Zaidi, Pezeshkian declarou que "o diálogo é possível se for conduzido de forma lógica", mas alertou que "ameaças e intimidação não levarão a lugar algum".
Segundo comunicado oficial divulgado via Telegram, Pezeshkian ressaltou que o Irã já foi alvo de ataques durante negociações anteriores e que atualmente há mobilização militar e ameaças na região. O presidente solicitou ainda que as autoridades iraquianas, em diálogos com Washington, recomendem a retirada de ameaças militares do Oriente Médio.
Pezeshkian reiterou que o programa nuclear iraniano tem fins pacíficos e que Teerã está disposto a oferecer garantias dentro das normas internacionais, mas rejeita imposições externas. "Não buscamos guerra", afirmou, defendendo a via diplomática para resolver divergências, inclusive no Golfo.
O líder iraniano também destacou que o Irã está preparado para resolver disputas com países islâmicos e frisou a importância da unidade regional. No diálogo com Bagdá, Pezeshkian afirmou que o Iraque é "mais do que um vizinho, mas um irmão", reiterando apoio ao governo iraquiano e disposição para ampliar a cooperação bilateral.
Do lado iraquiano, Ali Faleh al-Zaidi manifestou intenção de elevar as relações com Teerã a um "nível excepcional" e afirmou que o Iraque está pronto para sediar negociações entre Irã e Estados Unidos. Ele enfatizou que as divergências entre os dois países devem ser resolvidas por meio do diálogo, e não pela força, expressando esperança de maior estabilidade regional com a intensificação da cooperação.