Defesa de Augusto Lima nega gestão no Banco Master antes da liquidação
Advogados afirmam que Augusto Lima não tinha vínculo com o banco nos 12 meses anteriores à intervenção do BC
A defesa de Augusto Lima, ex-administrador do Banco Master, negou nesta terça-feira (11) que ele tenha exercido qualquer função de gestão na instituição nos 12 meses anteriores à liquidação do banco, ocorrida em novembro de 2023.
Em nota assinada pelos advogados Pedro Ivo Velloso, Eduardo Toledo e Sebástian Mello, a defesa destaca: "Augusto Lima deixou de ser acionista do banco em maio de 2024, fato devidamente registrado e atestado pelo Banco Central do Brasil, não mantendo, a partir de então, qualquer vínculo societário ou de gestão com a instituição. Jamais existiu qualquer ato de administração de Augusto Lima no âmbito do Master após maio de 2024".
Mais cedo, o Banco Central comunicou a indisponibilidade dos bens de Augusto Ferreira Lima e Luiz Rennó Netto. A decisão se baseou em investigação interna que concluiu pela atuação de ambos como administradores de fato do Banco Master nos 12 meses anteriores à liquidação.
Segundo a defesa, a medida do BC revela "contradição com atos da própria autarquia, que, no mesmo período, autorizou Augusto Lima a assumir o controle de outra instituição financeira e, posteriormente, não o sancionou quando determinou a liquidação do Banco Master".
Por fim, os advogados ressaltam que Augusto Lima "construiu uma reputação sólida ao longo de décadas, pautada pelo estrito cumprimento da lei, pela transparência e pelo rigor técnico em todas as suas atividades profissionais".