Bolsas europeias fecham sem direção única diante de incertezas geopolíticas e balanços
Tensões no Oriente Médio e divulgação de resultados corporativos influenciam desempenho dos principais índices do continente.
As bolsas da Europa encerraram o pregão desta terça-feira, 5, sem direção única, refletindo a cautela dos investidores diante de notícias conflitantes sobre o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, além da situação instável no Estreito de Ormuz. O mercado também acompanhou atentamente a divulgação de balanços corporativos de grandes empresas.
Em Londres, o FTSE 100 recuou 1,39%, fechando aos 10.219,72 pontos. O DAX, de Frankfurt, avançou 1,67%, a 24.392,27 pontos. Em Paris, o CAC 40 teve alta de 1,08%, terminando em 8.062,31 pontos. O FTSE MIB, de Milão, subiu 2,27%, chegando a 48.555,69 pontos. O Ibex 35, de Madri, avançou 1,5%, para 17.615,80 pontos. Já o PSI 20, de Lisboa, registrou leve queda de 0,04%, aos 9.164,62 pontos. Os dados são preliminares.
Do lado norte-americano, o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que não há intenção de ampliar o conflito no Oriente Médio. O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto, ressaltou que as ações do Irã permanecem limitadas e aquém do limiar de guerra, o que ajudou a aliviar temores de uma escalada militar.
Por outro lado, autoridades iranianas mantiveram o tom de alerta. O presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, acusou Washington de colocar em risco a segurança da navegação no Estreito de Ormuz. Já Mohammad Mokhber, assessor do líder supremo, Mojtaba Khamanei, afirmou que a reabertura do estreito dependerá exclusivamente da "vontade" do Irã.
Apesar do cenário de incerteza, o preço do petróleo recuava, mas não influenciava de forma uniforme as ações do setor de energia. Entre as companhias, a BP caiu 0,1% em Londres, enquanto a Shell subiu 0,7%. A italiana Leonardo avançou cerca de 1,3%, mas a britânica Rolls-Royce teve queda de 0,2%.
Além das questões geopolíticas, o comércio internacional também esteve em pauta. Nesta terça, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, respondeu à ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump, de aumentar tarifas sobre importações de veículos da União Europeia, afirmando que o bloco está preparado "para qualquer cenário".
No mercado acionário, o HSBC despencou 6,37%, enquanto o UniCredit avançou 5,7% e a Anheuser-Busch InBev (AB InBev) saltou 9,06%, todos influenciados pelos resultados trimestrais. Em Londres, a queda do HSBC pressionou outros bancos, como Barclays e Lloyds.