Supergasbras e Ultragaz anunciam redução no preço do gás de cozinha
Medida acompanha decisão da Petrobras de suspender leilões e vender GLP a preço de lista; redução chega a R$ 3,04 por botijão
As distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) anunciaram uma redução no preço do produto a partir de 1º de maio, após a Petrobras suspender os leilões do combustível e passar a comercializar o insumo a preço de lista. A medida impacta diretamente o botijão de 13 quilos (gás de cozinha) e será aplicada, de forma proporcional, também nas vendas de volumes maiores para a indústria.
De acordo com informações apuradas pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, a Supergasbras reduziu o valor do botijão de 13 quilos em R$ 1,53 a partir de 1º de maio, após já ter comunicado uma queda de R$ 1,47 em 14 de abril aos seus clientes.
“Esta redução, assim como a anterior, será realizada de forma proporcional em quilos para as demais embalagens (P20 e P45)”, informou a empresa em comunicado aos clientes.
Na Ultragaz, a diminuição foi ainda maior: R$ 3,04 por botijão.
Em comunicados aos consumidores, ambas as distribuidoras destacaram que a redução reflete a queda no custo da matéria-prima, resultado da suspensão dos leilões de GLP promovidos pela Petrobras.
Em 31 de março, a Petrobras realizou leilões que elevaram o preço do GLP devido a ágios elevados, o que desagradou o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e resultou na saída do diretor de Comercialização e Logística da estatal, Claudio Schlosser.
Procurado, o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de GLP (Sindigás) afirmou que não comenta preços, projeções ou estimativas de mercado, nem possui informações além das já divulgadas publicamente. A entidade também não interfere nas estratégias comerciais ou políticas de preços das empresas associadas.
“O acompanhamento realizado pelo Sindicato baseia-se exclusivamente em dados públicos divulgados por órgãos oficiais e comunicações das empresas, mantendo o compromisso com a transparência e a correta interpretação das informações disponíveis”, esclareceu o Sindigás.