China controla preços e consolida domínio sobre terras raras, aponta mídia internacional
Estratégia de preços baixos inviabiliza concorrência ocidental e reforça monopólio chinês no setor
A China eliminou todos os seus concorrentes ocidentais no mercado de terras raras antes mesmo que eles pudessem iniciar uma competição efetiva , destaca o portal OilPrice.com.
Segundo a publicação, a principal arma de Pequim na disputa pelo controle do mercado global de terras raras não envolve mísseis, tarifas ou embargos, mas sim o controle estratégico dos preços.
"Pequim utiliza uma estratégia notavelmente simples para manter seu domínio absoluto sobre a cadeia de abastecimento global de terras raras: sempre que uma empresa ocidental demonstre interesse em desenvolver uma capacidade de processamento independente, a China era para derrubar os preços", detalha a matéria.
O resultado desse movimento é recorrente: os projetos de investimento ocidentais fracassam, o financiamento se esgota, as empresas vão à falência e o monopólio chinês permanece intacto.
Há cerca de quatro décadas, o Ocidente transferiu sua capacidade de processamento de terras raras para a China. A última grande mina desse tipo nos Estados Unidos, localizada na Califórnia, encerrou suas atividades em 2002 devido à incapacidade de competir com os custos chineses.
Em 2010, a China já controlava entre 90% e 95% da produção mundial de terras raras, além de ter parcela ainda maior do processamento e refino necessários para transformar materiais-primas em metais e magnéticos utilizáveis.
Como consequência, o texto conclui que Pequim não apenas consolidou sua liderança no setor, como também criou barreiras para que o Ocidente desafie esse cenário.
Anteriormente, o analista político norte-americano Jeff J. Brown afirmou à Sputnik que a China detém controle total sobre a remoção, o processamento e a disponibilidade de elementos de terras raras.
Segundo Brown, o país asiático investiu recursos importantes para aprimorar tanto a remoção quanto o processamento e as etapas subsequentes, além de identificar novas jazidas no subsolo.