TENSÃO NO ORIENTE MÉDIO

EUA anunciam 'Projeto Liberdade' para estabilizar Estreito de Ormuz e cobram ação internacional

Washington reforça missão temporária para garantir navegação e pressiona por maior engajamento global diante de ações do Irã.

Publicado em 05/05/2026 às 10:27
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

Os Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira (5) a atuação para estabilizar a navegação no Estreito de Ormuz por meio do 'Projeto Liberdade', uma missão temporária e distinta de outras operações militares na região. Em coletiva no Pentágono, o secretário de Guerra, Pete Hegseth, e o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, também cobraram maior engajamento internacional diante das tensões com o Irã.

Segundo Hegseth, a iniciativa é separada da Operação Fúria Épica e tem caráter temporário. Ele enfatizou que Washington "não está buscando um confronto com o Irã", mas visa garantir a liberdade de navegação, especialmente diante da escalada recente. "Os EUA estão estabilizando a situação, mas esperam que o mundo também se mobilize", afirmou.

O secretário de Guerra acusou Teerã de "assediar navios por tempo demais" e reiterou que o Irã "não controla o Estreito de Ormuz". Hegseth esclareceu que a operação não prevê entrada de forças americanas em território, espaço aéreo ou águas iranianas. "Centenas de navios estão se alinhando para transitar pelo estreito", destacou, acrescentando que o bloqueio marítimo dos EUA a portos iranianos permanece em vigor.

O general Dan Caine detalhou o cenário de segurança, informando que o Irã disparou contra embarcações comerciais nove vezes e apreendeu dois navios porta-contêineres desde o anúncio de cessar-fogo. Segundo ele, cerca de 22,5 mil marinheiros permanecem retidos no Golfo, impossibilitados de transitar.

"O Irã continua a atacar seus vizinhos", afirmou Caine, ressaltando que as ações permanecem abaixo do limiar de uma retomada de conflito em larga escala. Ainda assim, ele advertiu que navios comerciais "sentirão o poder de combate dos EUA no mar e nos céus", e que as forças americanas estão prontas para retomar operações militares mais amplas, caso seja necessário.