POLÍTICA MONETÁRIA

Expectativas de inflação aumentam após conflito no Oriente Médio, aponta ata do Copom

Banco Central destaca que projeções para 2028 permanecem acima da meta e reforça necessidade de cautela na condução da política monetária.

Publicado em 05/05/2026 às 09:57
Copom Reprodução

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central destacou, na ata divulgada nesta terça-feira (5), que o processo de queda nas expectativas de inflação foi interrompido devido ao conflito no Oriente Médio, fato que elevou essas projeções.

"Desde a reunião anterior, ficou evidente uma desancoragem adicional das expectativas de inflação para horizontes mais longos, em particular para o ano de 2028", registra o documento do Copom.

Na última quarta-feira (29), o colegiado reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, passando de 14,75% para 14,50%, movimento já esperado pelo mercado. O Copom enfatizou a importância de considerar novas informações — especialmente sobre o cenário internacional — nas próximas decisões.

O comitê reiterou que o custo da desinflação para a atividade econômica é maior quando as expectativas estão desancoradas. Ressaltou ainda que, em contextos como o atual, a convergência do IPCA à meta exige uma política monetária mais restritiva e por um período mais prolongado do que seria adequado em outras situações.

"O comitê avalia que perseverança, firmeza e serenidade na condução da política monetária favorecerão a continuidade desse movimento de queda das expectativas, importante para a convergência da inflação à meta com menor custo", conclui a ata.