INVESTIGAÇÃO DE ACIDENTES

Aeronáutica retoma perícia em local de queda de avião que deixou três mortos em BH

Equipes do Seripa III voltam ao local do acidente para coletar dados e analisar causas da tragédia, que vitimou três pessoas em Belo Horizonte.

Publicado em 05/05/2026 às 08:33
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

A Aeronáutica retomou nesta terça-feira, 5, a perícia no local da queda de um avião de pequeno porte que ocorreu em três mortes em Belo Horizonte, na segunda-feira, 4. Os trabalhos são conduzidos pelo investigador do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa III), vinculado ao Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Força Aérea Brasileira (FAB).

Segundo o Cenipa, as atividades fazem parte da chamada Ação Inicial, etapa que inclui coleta e confirmação de dados, preservação de evidências e análise preliminar de danos à aeronave. Também são reunidas informações que podem ajudar a identificar os fatores envolvidos no acidente.

O órgão informou que a investigação será concluída "no menor prazo possível, considerando sempre a complexidade da ocorrência e a necessidade de identificar os possíveis fatores contribuintes". O Cenipa destacou ainda que seu objetivo é investigar acidentes aeronáuticos “de modo a prevenir que novos acidentes com características ocorram semelhantes”.

Imagens divulgadas nas redes sociais mostram que a aeronave não conseguiu ganhar altitude após a decolagem, vindo a colidir com um prédio residencial. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o impacto ocorreu na área da escada do edifício, o que evitou vítimas entre os moradores.

O avião, modelo EMB-721C Sertanejo, decolou do Aeroporto da Pampulha às 12h16, com destino ao Campo de Marte, em São Paulo. Pouco depois da descolagem, o piloto emitiu um alerta de emergência do tipo "mayday" à torre de controle. Em seguida, a aeronave colidiu contra a lateral do prédio.

O monomotor pertence à empresa Inet Telecomunicações Ltda. Antes, havia partido de Teófilo Otoni, em Minas Gerais, e fez escala em Belo Horizonte para desembarcar de uma passageira. Conforme o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), o certificado de aeronavegabilidade era válido até abril de 2027.

As vítimas fatais da queda foram o piloto Wellington de Oliveira, de 34 anos; o empresário e veterinário Fernando Moreira Souto, de 36 anos, filho do prefeito de Jequitinhonha (MG), Nilo Souto (PDT); e Leonardo Berganholi.

Outros dois ocupantes, Arthur Schaper Berganholi, de 25 anos, e Hemerson Cleiton Almeida Souto, de 53, permanecem hospitalizados, ambos com quadro estável, segundo a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig).

(Colaborou Caio Possati)