HSBC provisiona US$ 400 milhões após suspeita de fraude em crédito privado no Reino Unido
Banco britânico registra provisão bilionária e reforça controles após identificar exposição a fraude em operações de securitização.
O HSBC constituiu uma provisão de US$ 400 milhões relacionada a uma suposta fraude em mercados privados no Reino Unido, o que impactou qualidades seus resultados trimestrais.
No balanço divulgado nesta terça-feira, 5, o HSBC divulgou poucos detalhes sobre o episódio, limitando-se a informar que a disposição se refere a uma "exposição secundária de securitização relacionada a fraude, com um patrocinador financeiro no Reino Unido".
Durante teleconferências com jornalistas e analistas, a diretora financeira (CFO), Pam Kaur, explicou que o banco concedeu empréstimo a uma empresa de private equity, que, por sua vez, possuía exposição a ativos subjacentes de crédito privado já securitizados — ou seja, "fatiados" e garantidos em títulos negociados por investidores.
“Consideramos essa despesa idiossincrática”, afirmou Kaur. "Concluímos uma revisão das áreas de maior risco em nossa carteira e não identificamos preocupações comparáveis de fraude."
Kaur preferiu não revelar o nome da empresa envolvida em suposta fraude. Segundo ela, o HSBC confiou na due diligence realizada por empresas de private equity e pretende suportar seus processos internos para evitar situações semelhantes no futuro.
O setor de crédito privado tem apresentado rápido crescimento nos últimos anos, mas uma série de falências e suspeitas de fraude no último ano acendeu o alerta sobre a qualidade dos empréstimos concedidos por esses financiadores.
Alguns desses episódios também afetaram os bancos, elevando as preocupações entre investidores e reguladores quanto às conexões entre fundos de crédito privado e o sistema bancário.
Após a crise financeira de 2008-2009, as regulamentações mais rigorosas resultaram em restrições bancárias para operações de crédito mais arriscadas. Investidores de Wall Street, muitas vezes apoiados por seguradoras, passaram a ocupar esse espaço, dando origem ao chamado crédito privado. O HSBC, assim como outros grandes bancos, concede empréstimos a esse setor.
No primeiro trimestre, o lucro líquido do HSBC permaneceu praticamente estável, pois maiores despesas com crédito — em meio ao conflito no Oriente Médio — compensaram o bom desempenho dos negócios em Hong Kong, no Reino Unido e na gestão de fortunas.
O banco, sediado em Londres, informou ter registrado US$ 1,3 bilhão em perdas de crédito esperadas e outras despesas com imparidade (redução ao valor recuperável) no primeiro trimestre. Parte desse montante deve ao aumento de cerca de US$ 300 milhões nas provisões para refletir a maior incerteza econômica após o início da guerra.
A instituição, que obtém grande parte do seu lucro na Ásia, mantém operações relevantes em países do Oriente Médio, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Egito.
Na segunda-feira, 4, o banco concluiu a venda de seu negócio de varejo bancário na Indonésia ao Oversea-Chinese Banking Corp., de Cingapura. Segundo o HSBC, acompanha o andamento das revisões estratégicas de seus negócios de varejo na Austrália e no Egito, bem como de sua operação de seguro de vida em Cingapura.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.