Durigan afirma que acompanhará Lula aos EUA mesmo sem confirmação de agenda
Ministro da Fazenda destaca otimismo com diálogo bilateral e reforça importância de cooperação entre Brasil e Estados Unidos.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que, apesar de ainda não ter recebido a confirmação oficial de sua agenda nos Estados Unidos, acompanhará "com bom gosto" o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na visita de Estado a Washington, prevista para esta semana.
“A conversa com os Estados Unidos é sempre muito propositiva”, destacou Durigan durante entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, na segunda-feira, 4. “Estou bem otimista, porque temos uma agenda contra o crime organizado e uma agenda de cooperação.
Na agenda com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prevista para quinta-feira, 7, estão previstas discussões sobre novas avaliações econômicas contra o Brasil, a guerra no Oriente Médio e a possível classificação do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. A pauta, negociada desde janeiro, foi confirmada na última hora.
Em abril, Durigan se reuniu com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, durante as Reuniões de Primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Washington. Na ocasião, o ministro afirmou que não tratou de temas como a classificação de organizações criminosas brasileiras como terroristas e a Seção 301, que trata da investigação aberta pelos EUA contra o Pix.
Ao Roda Viva, Durigan lembrou que o governo americano tem conduzido investigações semelhantes contra diversos países. "A informação que obtive de nossos representantes nas audiências da 301 é de que foram encontros muito produtivos e detalhados ao Brasil. Espero que o rito seja cumprido", ressaltou.
O ministro também defendeu o combate à desinformação envolvendo o Pix e aborda a questão da Rua 25 de Março. "Discutimos há muitos anos a questão de produtos falsificados e contrabandeados no País, ou com infração de legislação autoral. Isso já foi tema de várias investigações com outros países, não só com os Estados Unidos. Portanto, é fundamental a conformidade com o rito das investigações", concluiu.