ECONOMIA E POLÍTICA

'Não vou fazer mais fiscal por conta da guerra, mas também não vou fazer menos', afirma Durigan

Ministro da Fazenda reforça compromisso com neutralidade fiscal diante dos impactos da guerra no Oriente Médio

Publicado em 05/05/2026 às 07:50
Dario Durigan Reprodução / Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (4) que o governo está atento para garantir a neutralidade fiscal nas ações voltadas para mitigar os efeitos da guerra no Oriente Médio , como desonerações e subvenções para conter os preços dos combustíveis.

"O Brasil não pode ser sócio da guerra. Eu não vou fazer mais fiscal por conta da guerra, mas também não vou fazer menos. Temos que garantir a neutralidade fiscal para cumprir o orçamento aprovado pelo Congresso", declarou Durigan, em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura. O ministro acrescentou ainda que a medida adotada em resposta ao conflito envolvendo o Irã será “a perder de vista”.

Segundo Durigan, diferentemente de outros países, o Brasil mantém os preços dos combustíveis sob controle, sem enfrentar limitações no abastecimento. Ele destacou que a Petrobras não interfere diretamente nos preços, mas adota uma política para amortecer a volatilidade das cotações internacionais do petróleo.

O ministro falou conversas com colegas de finanças e presidentes de bancos centrais durante as reuniões do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Washington, ocorridas em abril. Segundo ele, a percepção geral é de que os Estados Unidos, diante das demandas inconciliáveis ​​entre Irã e Israel, têm dificuldade para controlar o tempo da guerra.

“De facto, hoje a leitura dos ministros da Fazenda do mundo é que a guerra tende a perdurar, porque as condições políticas regionais não estão dadas para um cessar-fogo duradouro e imediato”, avaliou Durigan.