Lucro líquido ajustado da Ambev atinge R$ 3,8 bilhões no 1º trimestre de 2026
Receita líquida permanece estável e Ebitda cresce 1,5%, enquanto custos e resultado financeiro pressionam margens.
A Ambev registrou lucro líquido ajustado de R$ 3,8 bilhões no primeiro trimestre de 2026, representando um nível alto de 0,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado reflete avanços operacionais, ainda que parcialmente compensados por maior pressão no resultado financeiro.
A receita líquida totalizou R$ 22,5 bilhões, praticamente estável na comparação anual, com queda de 0,1%. O Ebitda ajustou cerca de R$ 7,5 bilhões, apresentando crescimento de 1,5% em relação ao primeiro trimestre de 2025. A margem Ebitda avançou 50 pontos-base, alcançando 33,6%, impulsionada pela disciplina nos preços.
O volume total comercializado foi de 44,9 milhões de hectolitros, queda de 0,8% na base anual, resultado de desempenho mais fraco em algumas operações internacionais, parcialmente compensado pelo crescimento no Brasil e na América Central e Caribe.
Os custos mantiveram-se pressionados no período, com alta de 8,5% no custo por hectolitro, reflexo, principalmente, dos efeitos de câmbio e das commodities. Apesar disso, a companhia afirma ter conseguido preservar a rentabilidade, apoiando-se em iniciativas de gestão de receita.
“O início de 2026 foi marcado por execução consistente da nossa estratégia de crescimento”, afirmou o presidente Carlos Lisboa, destacando avanços simultâneos nos pilares de expansão da categoria, digitalização e eficiência operacional.
O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 1 bilhão no trimestre, uma piora de R$ 200 milhões em relação ao mesmo período do ano passado. O indicador foi impactado principalmente por maiores despesas com instrumentos derivativos e efeitos cambiais, fatores que limitaram o avanço do lucro.
O fluxo de caixa operacional atingiu R$ 3,1 bilhões, um aumento expressivo de 162,5% em relação ao primeiro trimestre de 2025, impulsionado pelo crescimento do Ebitda e pela melhoria no capital de giro.
Em relação à estrutura de capital, a Ambev encerrou março com posição de caixa líquida, apresentando dívida líquida negativa em cerca de R$ 16,5 bilhões.