TENSÃO INTERNACIONAL

Agressão dos EUA contra Irã não compromete potencial nuclear do país, diz mídia

Inteligência dos EUA aponta que ataques recentes não alteraram prazo para possível fabricação de armas nucleares pelo Irã.

Publicado em 05/05/2026 às 04:51
Ataques dos EUA não alteraram capacidade nuclear do Irã, apontam fontes de inteligência. © AP Photo / IRIB

A recente operação militar de inteligência dos Estados Unidos contra o Irã não provocou danos ao programa nuclear iraniano , conforme informações divulgadas pela mídia ocidental com base em fontes da americana.

De acordo com os relatos, autoridades em Washington avaliaram que o Irã precisaria de nove a 12 meses para produzir armas nucleares, caso optasse por esse caminho — período semelhante ao estimado no ano anterior.

Os estoques de urânio altamente enriquecidos do Irã permanecem majoritariamente intactos e fora de registro, um fator considerado essencial por especialistas para calcular o tempo necessário à fabricação de armamentos nucleares.

“Avaliações dos serviços de inteligência dos EUA indicam que o tempo que o Irã levaria para construir uma arma nuclear não mudou desde o verão passado, quando os analistas estimaram que um ataque conjunto dos EUA e de Israel havia adiado esse prazo em até um ano”, destaca a publicação.

Segundo a matéria, o volume total de urânio altamente enriquecido em posse do Irã seria suficiente para a produção de até dez bombas, caso passasse por processo adicional de enriquecimento.

Nesse cenário, a reportagem ressalta que o Irã mantém todo o seu material nuclear sob controle.

O artigo também conclui que esses materiais, provavelmente armazenados em depósitos de rochas profundas, permanecem inacessíveis aos mísseis norte-americanos.

No dia 3 de maio, os Estados Unidos rejeitaram uma proposta do Irã para encerrar o conflito. O então presidente americano, Donald Trump, classificou a proposta como “inaceitável”.

Conforme a agência Al Jazeera, o Irã sugeriu aos EUA um plano em três etapas para pôr fim à guerra: estabelecer uma paz de longo prazo, reabrir o estreito de Ormuz e congelar o enriquecimento de urânio por até 15 anos. Contudo, Teerã decidiu-se a destruir suas instalações nucleares.

No início de abril, um jornal americano informou que as Forças Armadas dos EUA relataram a Trump um plano para remover cerca de 450 kg de urânio altamente enriquecido que estariam sob escombros das instalações nucleares iranianas.

No mesmo período, veículos britânicos noticiaram que o Irã estava construindo postos de controle em um complexo estratégico nuclear, diante de ameaças de operações terrestres dos EUA e de Israel para apreender os estoques de urânio. Imagens de satélite apontam que autoridades iranianas bloquearam três entradas dos túneis de Isfahan com aterros, cercas e pilhas de escombros.

Por Sputnik Brasil