AJUDA HUMANITÁRIA

Flotilha Sumud denuncia vigilância e intimidação de Israel a navios com ajuda a Gaza

Coalizão internacional relata tentativas de interceptação, danos a embarcações e desaparecimento de ativistas durante missão humanitária rumo à Faixa de Gaza.

Publicado em 04/05/2026 às 19:18
Navios da Flotilha Sumud enfrentam vigilância e ações de Israel durante missão de ajuda humanitária a Gaza. © telegram SputnikBrasil Divulgação / Acessar o banco de imagens

A coalizão internacional Flotilha Global Sumud denunciou que forças militares de Israel tentaram interceptar, próximo à costa da Grécia, embarcações do grupo que planeja entregar ajuda humanitária à Faixa de Gaza.

A flotilha partiu de Barcelona em 15 de abril. Na última semana, ativistas relataram que navios foram abordados por militares israelenses próximos à ilha de Creta. Durante a ação, motores e sistemas de navegação teriam sido danificados, e as forças israelenses se retiraram em seguida.

No sábado (2), o grupo solicitou a intervenção de eurodeputados após o desaparecimento de um cidadão de origem palestina com nacionalidades espanhola e sueca, além do ativista brasileiro Thiago Ávila, durante a interceptação das embarcações.

"A coalizão Flotilha da Liberdade, atualmente na costa da Grécia para se juntar à missão conjunta rumo a Gaza, está sob vigilância militar ativa e intimidação", informou a organização nas redes sociais.

Segundo comunicado da coalizão, forças israelenses tentam interceptar os navios, enquanto aeronaves e drones sobrevoam as embarcações. O grupo expressou preocupação com possíveis abusos e até tortura.

Chanceleres de 11 países — Turquia, Brasil, Jordânia, Paquistão, Espanha, Malásia, Bangladesh, Colômbia, Maldivas, África do Sul e Líbia — já condenaram as ações de Israel contra a flotilha e pediram responsabilização legal.

'Espancado e mantido sob isolamento'

O ativista brasileiro Thiago Ávila denunciou ter sido espancado e mantido sob isolamento após a interceptação do grupo por forças israelenses em águas internacionais. Israel o acusa de ligação com grupo alvo de sanções.

De acordo com a mídia britânica e advogados da organização Adalah, Ávila foi levado no domingo (3) a um tribunal em Ashkelon para interrogatório após sua detenção.

Segundo Miriam Azem, da Adalah, o brasileiro relatou ter sido arrastado pelo chão e espancado com tanta violência que chegou a desmaiar duas vezes. Ávila integrava uma flotilha com mais de 50 embarcações partindo de países europeus, cujo objetivo era romper o bloqueio israelense e entregar suprimentos ao território palestino.

Por Sputnik Brasil