RENEGOCIAÇÃO DE DÍVIDAS

1º Desenrola surtiu efeito, mas cenário global exige nova rodada, avalia Durigan

Ministro da Fazenda afirma que mudanças na política monetária mundial impulsionaram novo pacote para famílias endividadas.

Publicado em 04/05/2026 às 18:58
Reprodução / internet

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira, 4, que o primeiro programa de renegociação de dívidas do governo, o Desenrola, apresentou resultados positivos, mas uma reviravolta na política monetária mundial em 2024 levou os consumidores a contrair dívidas com juros elevados novamente.

Segundo Durigan, o comprometimento da renda das famílias com juros voltou a crescer no ano passado, o que tornou necessário lançar um novo pacote para apoiar famílias endividadas.

"Quando estamos na iminência de ter uma trajetória de queda da taxa de juros oficial, é justo que, além de o País ter uma taxa de juros menor, as pessoas também tenham acesso a juros mais baixos", destacou o ministro em entrevista à GloboNews, ao comentar o Desenrola 2.0 — nova fase do programa de renegociação de dívidas para famílias, estudantes e pequenos empreendedores, cuja medida provisória foi assinada nesta segunda-feira.

Durigan explicou que o primeiro Desenrola ajudou a "desenforcar" as famílias brasileiras com dívidas antigas, período em que as taxas de juros eram menores tanto no Brasil quanto no exterior. No entanto, com a alta dos juros internacionais, as pessoas voltaram a pagar taxas mais elevadas e, por isso, o governo agora mira dívidas mais recentes, especialmente no cheque especial, no cartão de crédito e no crédito direto ao consumidor (CDC).