Eduardo Bolsonaro ironiza encontro entre Lula e Trump nos Estados Unidos
Ex-deputado critica aproximação de Lula com presidente americano e questiona coerência do discurso sobre soberania nacional.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro utilizou as redes sociais nesta segunda-feira (4) para ironizar o encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Em publicação no X, Eduardo chamou Lula de "malandro" e questionou a coerência do discurso do petista sobre soberania nacional.
"Ué, mas não era o Flávio Bolsonaro o cara do imperialismo yankee? E a narrativa de Lula defender a soberania nacional? A verdade é que Lula, malandro que é, fez um discurso para a militância e outro para as elites. Entre um e outro, existe um abismo", afirmou o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Lula tem reunião marcada para a próxima quinta-feira (8) com Trump, quando deverão tratar de temas comerciais, como tarifas e terras raras, além de buscar soluções para impasses diplomáticos, como a prisão e soltura do ex-deputado Alexandre Ramagem.
O encontro bilateral estava inicialmente previsto para março, mas foi adiado devido à ofensiva conjunta dos EUA e de Israel no Irã, o que atrasou a definição da agenda. Desde então, Lula tem elevado o tom das críticas ao presidente norte-americano, especialmente em razão das ações no Oriente Médio.
Na última semana, Lula manifestou solidariedade a Trump após o presidente americano ser alvo de um atentado durante um jantar dos correspondentes da Casa Branca em Washington.
Lula e Trump devem se encontrar pela terceira vez
Os presidentes já se reuniram em duas ocasiões no ano passado, encontros que destacaram a "química" entre os líderes das maiores economias das Américas. As conversas resultaram na redução de tarifas impostas ao Brasil e no fim de sanções econômicas contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. No entanto, as divergências entre ambos voltaram a ganhar destaque em 2026.
Neste mês, Lula mencionou os embates de Trump com o papa Leão XIV, crítico à guerra promovida por Washington contra o Irã. "O Trump não precisava ficar ameaçando o mundo", declarou Lula na ocasião.
Pouco depois, durante a prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem, condenado a mais de 16 anos de prisão no Brasil e considerado foragido, os Estados Unidos determinaram a expulsão do delegado brasileiro envolvido na detenção. Em resposta, o governo brasileiro retirou as credenciais diplomáticas de um agente de imigração norte-americano que atuava em Brasília (DF).
Por Sputnik Brasil