RESULTADOS FINANCEIROS

Lucro líquido da Marcopolo cresce 8,8% e atinge R$ 264,6 milhões no 1º trimestre

Receita líquida recua 1,3%, mas empresa mantém rentabilidade com mix de vendas e desempenho internacional

Publicado em 04/05/2026 às 17:54
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

A Marcopolo registrou lucro líquido de R$ 264,6 milhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 8,8% em relação ao mesmo período de 2025.

O Ebitda da companhia avançou 16,3% na comparação anual, alcançando R$ 304,8 milhões. A margem Ebitda subiu 2,8 pontos percentuais, chegando a 18,14%.

A receita operacional líquida totalizou R$ 1,655 bilhão entre janeiro e março, queda de 1,3% frente ao ano anterior. O recuo foi influenciado pela diminuição de 9% na receita de exportação do Brasil, que somou R$ 159,3 milhões.

No mercado brasileiro, as receitas caíram 3,5% em relação ao primeiro trimestre de 2025, atingindo R$ 899,7 milhões. Em contrapartida, a receita internacional cresceu 4,6%, totalizando R$ 596,2 milhões.

De acordo com a Marcopolo, a redução da receita líquida deve-se à queda no volume de unidades faturadas tanto no mercado interno quanto nas exportações a partir do Brasil, além do desempenho da controlada mexicana Polomex.

"A formação do mix de vendas no Brasil, com produtos de maior valor agregado, e a boa performance da operação australiana Volgren contribuíram para compensar parcialmente a queda dos volumes", ressalta a empresa.

O resultado financeiro líquido do trimestre foi positivo em R$ 69,6 milhões, inferior aos R$ 109,3 milhões registrados um ano antes. A companhia destaca que, no período, houve variação cambial positiva decorrente da valorização do real frente ao dólar sobre a carteira de pedidos em dólares.

"A companhia realiza o hedge do câmbio das exportações no momento da confirmação dos pedidos de venda, assegurando a margem dos negócios", informa a Marcopolo.

A empresa acrescenta que, à medida que os produtos são entregues e faturados, os efeitos da valorização ou desvalorização do real impactam suas margens operacionais ou o resultado financeiro, como observado neste primeiro trimestre.