EUROPA

Suíça não enviará mais faturas médicas a feridos em Crans-Montana

Medida chega após governador sugerir que Itália fizesse reembolso

Por Redação ANSA Publicado em 04/05/2026 às 16:05
Meloni e Parmelin se encontraram em cúpula na Armênia

O presidente da Suíça, Guy Parmelin, anunciou nesta segunda-feira (4) que não serão mais enviadas faturas de despesas médicas aos feridos no incêndio ocorrido em Crans-Montana em 1º de janeiro.

"Independentemente de seu local de residência, [os feridos e seus familiares] não precisarão pagar nada pelo atendimento médico prestado em hospitais suíços logo após o desastre. Esses custos serão cobertos pela assistência às vítimas, na medida em que não forem cobertos pelo seguro", afirmou Parmelin.

"Para evitar qualquer mal-entendido, a Suíça não enviará mais cópias de boletos às famílias das vítimas", reforçou o chefe de Estado, logo após se reunir com a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, na Armênia.

No último 24 de abril, durante um encontro entre o embaixador italiano em Berna, Gian Lorenzo Cornado, e o governador do Cantão de Valais, Mathias Reynard, este afirmou não ter competência para cobrir os custos locais de 100 mil francos (cerca de 108 mil euros ou R$ 630 mil) e que pediria a Roma o reembolso das despesas de saúde de três italianos que ficaram feridos no incêndio de Crans-Montana e que foram atendidos no hospital de Sion.

O governo Meloni negou a restituição do valor, alegando que um centro médico em Milão atendeu duas vítimas suíças e que o Departamento de Proteção Civil do Vale de Aosta participou dos esforços de resgate com seu próprio helicóptero nas primeiras horas da tragédia.

"Recebi a garantia que não serão enviadas faturas [médicas] às famílias" italianas envolvidas na tragédia de Crans-Montana, disse Meloni após se reunir com Parmelin às margens da cúpula da Comunidade Política Europeia em Yerevan.

Durante as celebrações de Ano Novo em 1º de janeiro, um incêndio no bar Le Constellation, na estação de esqui suíça, deixou 41 mortos, incluindo seis adolescentes italianos, e 115 feridos.

Os proprietários do estabelecimento, Jacques e Jessica Moretti, assim como autoridades locais, estão sob investigação.