Durigan afirma que Novo Desenrola é início de ação estruturante sobre dívidas
Ministro da Fazenda destaca que não há previsão para novos programas de renegociação e espera redução dos juros após a medida.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira, 4, que não há perspectiva de criação de novos programas de renegociação de dívidas semelhantes ao Desenrola. Segundo ele, a expectativa é que o Novo Desenrola contribua para a redução dos juros no sistema financeiro.
"A ideia aqui é dar o primeiro passo. Estamos observando que uma parcela importante de pequenas empresas, famílias e estudantes enfrenta um nível de endividamento muito elevado. Ao reduzir a dívida e permitir que essas pessoas voltem a pagar o que antes não conseguiam, reestruturamos as dívidas a juros mais baixos daqui para frente", explicou Durigan.
O ministro ressaltou ainda que o novo programa representa o início de uma ação estruturante para lidar com o endividamento da população.
Já o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, destacou que o impacto primário do Novo Desenrola pode chegar a R$ 5 bilhões, valor que será realocado a partir da despesa discricionária, sem necessidade de recursos extras.
Moretti também reforçou que não há expectativa de que a medida estimule o consumo ou provoque impacto inflacionário. "É um processo de reestruturação de dívida. A visão aqui não é estimular o consumo ou pressionar a inflação. Trata-se apenas de reestruturar as dívidas das famílias. Não acreditamos que haverá impacto inflacionário", afirmou.