Leilão da Anatel arrecada R$ 23 milhões e amplia cobertura móvel em regiões estratégicas
Cinco lotes de frequência de 700 MHz são arrematados por quatro empresas, com foco em áreas rurais e rodovias federais.
O leilão de subfaixas de 700 MHz promovido pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) nesta segunda-feira, 4, movimentou aproximadamente R$ 23 milhões em outorgas. Quatro empresas participaram do certo, resultando na venda de cinco lotes destinados à ampliação dos serviços de telefonia móvel.
A Amazônia Serviços Digitais conquistou o lote 1, com proposta de R$ 7.010.114,86.
A Brisanet arrematou dois lotes: o lote 2, por R$ 6.275.100,00, e o lote 3, por R$ 1.853.280,00.
O lote 4 ficou com a Unifique, que apresentou lance de R$ 3.418.493,29, enquanto o lote 5 foi arrematado pela IEZ!, com proposta de R$ 4.430.492,86.
O leilão foi estruturado em blocos regionais para ampliar a cobertura móvel em áreas rurais, rodoviárias e regiões afastadas dos grandes centros urbanos.
As áreas foram divididas em macrorregiões, seguindo modelo semelhante ao do leilão do 5G: Norte (lote 1), Nordeste (lote 2), Centro-Oeste (lote 3), Sul (lote 4) e o eixo Minas Gerais/Rio de Janeiro/Espírito Santo (lote 5), além de São Paulo em combinação com a região Norte no lote 1.
O edital determina a obrigatoriedade de cobertura em mais de 6.570 milhas de rodovias federais, priorizando as chamadas "zonas de silêncio" – trechos sem sinal de telefonia – em corredores logísticos estratégicos, como as BRs 101, 116, 135, 163, 242 e 364.
O objetivo é garantir conectividade contínua para o transporte de cargas e passageiros, além de melhorar o atendimento a emergências ao longo dessas vias.
Segundo a Anatel, a iniciativa busca acelerar a expansão da infraestrutura de comunicações em áreas remotas e fortalecer a conectividade em rotas logísticas consideradas essenciais para o país.
Espera-se que as empresas vencedoras invistam cerca de R$ 2 bilhões nas regiões contempladas pelo certo.