Movimento afro-eurasiático ganha força com Rússia e China na África, avalia especialista
Professor da UFRJ destaca papel de Moscou e Pequim no desenvolvimento estrutural do continente africano.
O movimento afro-eurasiático tem se intensificado, especialmente com a presença da Rússia e da China na África. Segundo Eden Pereira, professor de história e pesquisador do Núcleo Interdisciplinar de Estudos sobre África, Ásia e Relações Sul-Sul (NIEAAS) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Moscou e Pequim desempenham papéis estratégicos no continente ao promover não apenas a exportação de bens, mas também de serviços e tecnologia.
Pereira explica que a Rússia ampliou sua capacidade de exportação, incluindo serviços voltados para o abastecimento energético africano. Já a China, além de investir em setores como indústria e telecomunicações, contribui para a formação de mão de obra local, qualificando profissionais africanos para atuarem nos empreendimentos instalados no continente.
O pesquisador ressalta que, ao atuarem como parceiras, Rússia e China ajudam os países africanos a se desenvolverem de forma estrutural, transcendendo uma mera relação econômica e promovendo transformações de longo prazo.
Por Sputnik Brasil