ECONOMIA

Mediana do IPCA para 2026 sobe para 4,89% e se afasta da meta do BC, indica Focus

Projeções do mercado seguem acima do objetivo do Banco Central, refletindo incertezas globais e alta dos combustíveis.

Publicado em 04/05/2026 às 08:47
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

A mediana das projeções do relatório Focus para o IPCA de 2026 avançou pela oitava semana consecutiva, passando de 4,86% para 4,89%. O índice se distancia ainda mais do teto da meta perseguida pelo Banco Central, de 4,50%, em meio à intensificação das incertezas provocadas pela guerra no Oriente Médio, que impulsionou os preços internacionais do petróleo.

Considerando apenas as 107 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis às novidades recentes, a mediana subiu de 4,89% para 4,91%.

Para 2027, a estimativa do mercado apresentou-se estável em 4,00% nesta leitura, após cinco semanas de alta. Há um mês, estava em 3,85%. Entre as 104 projeções mais recentes, também ficou em 4,00%.

As observações do mercado acima do esperado pelo Banco Central, mesmo após a revisão das estimativas do Comitê de Política Monetária (Copom) realizadas na última quarta-feira, 29.

No comunicado da reunião de abril, o Copom elevou a projeção para o IPCA de 2026 de 3,9% para 4,6% e para o IPCA de 2027, considerado o horizonte relevante da política monetária, de 3,3% para 3,5%.

Na ocasião, o colegiado destacou que as projeções de inflação apresentavam um afastamento adicional em relação à meta e ressaltou que a incerteza aumentou significativamente, devido à falta de clareza sobre a duração dos conflitos no Oriente Médio e seus impactos.

“O Comitê considera os impactos dos conflitos no Oriente Médio de forma prospectiva, em especial seus efeitos sobre a cadeia global de suprimentos e os preços de commodities que afetam direta e indiretamente a inflação no Brasil”, afirmou o Copom.

Desde 2025, a meta de inflação passou a ser contínua, baseada no IPCA acumulado em 12 meses. O centro da meta é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Caso a inflação fique fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considere que o Banco Central perdeu o alvo.

No Focus divulgado nesta segunda-feira, 4, a mediana para o IPCA de 2028 subiu pela segunda semana seguinte, de 3,61% para 3,64%. Um mês antes, estava em 3,60%. Já a estimativa para a inflação de 2029 chegou a 3,50% pela 35ª semana consecutiva.

Conteúdo feito com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.