ECONOMIA

IPC-S desacelera para 0,88% em abril após alta de 0,67% em março, aponta FGV

Índice acumula elevação de 3,83% em 12 meses; transportes e vestuário registram moderação, enquanto alimentação e saúde pressionam alta

Publicado em 04/05/2026 às 08:36
FGV Arquivo/FGV

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), desacelerou para 0,88% em abril , após registrar alta de 0,90% na terceira quadrissemana do mês e avanço de 0,67% no encerramento de março. Com esse resultado, o índice acumula elevação de 3,83% nos últimos 12 meses .

O resultado de março superou o teto das estimativas coletadas pelas Projeções Broadcast, que variaram de 0,77% a 0,84%, com mediana de 0,80%.

Entre os oito grupos que compõem o IPC-S, duas moderações nesta leitura: Transportes (de 2,20% para 1,47%) e Vestuário (de 0,24% para 0,02%).

Por outro lado, seis grupos registraram prosperidade: Alimentação (de 1,09% para 1,19%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,96% para 1,33%), Habitação (de 0,44% para 0,46%), Educação, Leitura e Recreação (de -0,12% para 0,32%), Despesas Diversas (de 0,09% para 0,10%) e Comunicação (de -0,03% para 0,00%).

Principais cargas

Entre os itens mais desenvolvidos para a desaceleração do índice, destacam-se: bombons e chocolates (de -3,82% para -3,26%), café em pó (de -1,54% para -1,33%), maçã (de -4,13% para -3,56%), hotel (de -0,85% para -1,26%) e frango em pedaços (de -0,78% para -1,05%).

Na outra ponta, pressionaram o índice para cima: leite longa vida (de 8,82% para 15,68%), gasolina (de 5,98% para 3,84%), perfume (de 4,53% para 6,45%), passagem aérea (de -0,70% para 3,68%) e tarifa de eletricidade residencial (de 0,78% para 0,71%).