Confiança empresarial recua pelo terceiro mês seguido e atinge 90,6 pontos em abril, aponta FGV
Índice de Confiança Empresarial registra queda de 1,0 ponto em abril, reflexo de incertezas econômicas e impactos do cenário global.
O Índice de Confiança Empresarial (ICE), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), registrou queda de 1,0 ponto em abril em relação a março, atingindo 90,6 pontos na série com ajuste sazonal. Trata-se da terceira retração consecutiva do indicador. Na mídia móvel trimestral, o índice recuou 0,6 ponto.
"A confiança empresarial recuou pelo terceiro mês consecutivo em abril, refletindo a piora das expectativas, enquanto a avaliação da situação atual dos negócios permanece relativamente estável. Ao ampliar a incerteza sobre a trajetória da inflação e dos juros, o conflito no Oriente Médio segue como o principal fator de preocupação das empresas", avaliou Aloisio Campelo Jr., pesquisador do Ibre/FGV, em nota oficial.
O Índice de Situação Atual Empresarial (ISA-E) caiu 0,1 ponto, chegando a 93,2 pontos. Já o Índice de Expectativas Empresariais (IE-E) recuperou 1,9 ponto, ficando em 88,1 pontos.
Segundo Campelo Jr., “embora a queda do ICE nos últimos meses tenha sido moderada, a persistência do conflito tende a manter os níveis de confiança em níveis baixos por mais tempo”.
No detalhamento do ISA-E, houve alta de 0,7 ponto no indicador de satisfação com a situação atual dos negócios, que atingiu 92,1 pontos, enquanto o indicador de demanda no momento presente caiu 0,8 ponto, para 94,4 pontos.
Entre os componentes de expectativas, o otimismo com a demanda para os próximos três meses caiu 2,7 pontos, para 88,0 pontos, e as expectativas para a evolução dos negócios em seis meses recuaram 1,2 ponto, alcançando 88,3 pontos.
Três dos quatro grandes setores analisados apresentaram queda na confiança em abril: Indústria (-0,8 ponto), Construção (-1,0 ponto) e Serviços (-0,6 ponto). Apenas o setor de comércio registrado alta, com avanço de 1,6 ponto. No total, 35% dos 49 segmentos pesquisados indicaram aumento da confiança.
A coleta de dados para a edição de abril ocorreu entre os dias 2 e 27 do mês.