DEFESA

Reino Unido enfrenta falta de recursos para novas armas até 2030, aponta ex-chefe militar

Richard Barrons alerta que limitações orçamentárias comprometem modernização das Forças Armadas britânicas e afetam indústria de defesa.

Publicado em 04/05/2026 às 04:29
Ex-chefe militar alerta para falta de recursos do Reino Unido para aquisição de armamentos até 2030. © AP Photo / Sergei Grits

O ex-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Reino Unido, Richard Barrons, e coautor da revisão estratégica de defesa do governo britânico, afirmou ao jornal The Times que o país não dispõe de recursos para adquirir novos armamentos até 2030.

Em junho de 2025, o primeiro-ministro Keir Starmer anunciou que o Reino Unido adotaria um regime de "prontidão para a guerra" como parte da nova estratégia de defesa. No entanto, segundo publicação de 6 de abril do mesmo jornal, um projeto de lei para elevar a prontidão militar foi adiado, ao menos, até meados de 2027.

"O ex-comandante do Exército Barrons alertou que as Forças Armadas britânicas podem apenas 'pensar' em se preparar para a guerra, já que, por causa da falta de financiamento, não há verba para a compra de novas armas até 2030", destaca o artigo.

Barrons ressalta que a ausência de investimentos "esgota" a base industrial, levando empresas do setor de defesa a transferirem sua produção para o exterior.

Segundo o jornal, o Exército britânico tem recursos limitados para tanques, helicópteros e artilharia, mas não consegue investir em munições inteligentes, drones kamikaze ou equipamentos com inteligência artificial (IA).

A nova revisão estratégica de defesa, publicada em junho de 2025, integra os planos do Reino Unido de ampliar os gastos militares para 2,5% do PIB até 2027. O documento recomenda, ainda, a criação de um programa de modernização de ogivas nucleares, no qual o governo pretende investir 15 bilhões de libras esterlinas (R$ 101 bilhões).

Fonte: Sputnik Brasil