SEGURANÇA PÚBLICA

Polícia Militar realiza operação para remover barricadas do tráfico em Paraisópolis

Ação mobilizou 60 policiais, viaturas e drones para restabelecer circulação e combater o controle territorial na comunidade.

Publicado em 03/05/2026 às 19:22
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

A Polícia Militar de São Paulo realizou neste domingo, 3, uma operação para remover barricadas devidamente instaladas pelo tráfico de drogas na favela de Paraisópolis, zona sul da capital.

Segundo nota da Secretaria da Segurança Pública (SSP), a ação teve como objetivo combater o tráfico e outras práticas criminosas, contando com incursões em diferentes pontos da comunidade, patrulhamento ostensivo e atuação de equipes especializadas.

Durante a operação, de acordo com a SSP, foram retiradas barreiras físicas colocadas de forma irregular para bloquear vias, o que permitiu restabelecer a circulação e o acesso em áreas da comunidade.

A iniciativa ocorreu após reportagem do jornal Folha de S.Paulo, publicada no sábado, 2, informa que o Primeiro Comando da Capital (PCC) vem ampliando o controle territorial em Paraisópolis, adotando táticas atribuídas ao Comando Vermelho (CV), como imposição de taxas a comerciantes, bloqueio de acessos e vigilância sobre atividades de organizações sociais.

Segundo a secretaria, a operação especial mobilizou 60 policiais, 15 viaturas e drones, e deverá ter continuidade ao longo da semana.

A SSP destacou ainda que as ações integram um esforço contínuo, já com resultados expressivos na região, incluindo a prisão de 291 suspeitos e a captura de 120 procurados pela Justiça entre janeiro e abril deste ano.

No mesmo período, foram apreendidas 39 armas e mais de 1,1 tonelada de drogas, conforme informado pela pasta.

Sobre a operação deste domingo, a secretaria não detalhou prisões ou apreensões, mas afirmou que a presença policial em Paraisópolis é permanente e estruturada, com atuação baseada em inteligência e planejamento operacional. As ações fazem parte de uma estratégia contínua de ocupação e monitoramento, garantindo a presença do Estado e pronta resposta às atividades criminosas.