Polícia Civil investiga morte de cadeirante executado a tiros na varanda de casa em Arapiraca
Vítima foi surpreendida por atirador ao abrir o portão do imóvel; Polícia Civil investiga se o crime possui relação com o tráfico de drogas na região
A Polícia Civil de Alagoas investiga o assassinato de Douglas Ferreira Teles, de 24 anos, ocorrido na noite da última sexta-feira (1º), no bairro Olho d’Água dos Cazuzinhas, em Arapiraca. O jovem, que era cadeirante, foi morto a tiros na área externa de sua residência, localizada na Rua Eduardo Alves.
Segundo o boletim de ocorrência, Douglas estava no interior do imóvel com sua companheira quando ouviu uma movimentação suspeita do lado de fora. Ao utilizar o controle remoto para abrir o portão e verificar a situação, o jovem foi surpreendido por disparos de arma de fogo efetuados à queima-roupa.
Dinâmica do Crime
A companheira da vítima relatou às autoridades que, após ouvir a sequência de tiros, correu para a varanda. Ela chegou a visualizar um suspeito fugindo do local logo após o ataque, mas a rapidez da ação e a falta de iluminação impediram a identificação de características físicas ou do veículo utilizado na fuga.
Uma unidade do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi deslocada até o endereço, porém, ao chegarem, os socorristas apenas constataram o óbito. O corpo de Douglas apresentava múltiplas perfurações.
Linhas de Investigação
A motivação do crime ainda é apurada, mas a polícia já trabalha com uma pista central. De acordo com depoimentos colhidos no local, o casal seria usuário de entorpecentes e a vítima manteria contato frequente com indivíduos vinculados ao tráfico de drogas na região do Agreste.
"A perícia realizou os levantamentos iniciais no imóvel para coletar evidências que possam levar aos autores", informou a Polícia Científica.
O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Arapiraca. Até o fechamento desta reportagem, nenhum suspeito havia sido detido. A Delegacia de Homicídios da cidade solicita que qualquer informação que ajude na elucidação do caso seja repassada de forma anônima através do Disque-Denúncia (181).