TENSÃO INTERNACIONAL

Bessent afirma que EUA sufocam financeiramente o Irã e prevê queda no preço do petróleo após conflito

Secretário do Tesouro dos EUA diz que sanções enfraquecem regime iraniano e saída dos Emirados da Opep pode pressionar preços para baixo

Publicado em 03/05/2026 às 14:48
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent AP/Markus Schreiber

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, declarou que o governo americano está "sufocando o regime" do Irã com avaliações financeiras e afirmou que os preços do petróleo devem cair após o término do conflito entre os dois países. As declarações foram feitas durante entrevista ao programa Sunday Morning Futures, da Fox News.

"Estávamos correndo uma maratona nos últimos 12 meses e agora estamos correndo para a reta final. Estamos sufocando o regime. Eles são incapazes de pagar soldados", afirmou Bessent, referindo-se ao impacto das sanções sobre a economia iraniana.

Segundo o secretário, o Irã está próximo de atingir o limite de sua capacidade de armazenamento de petróleo, o que deve forçar a interrupção da extração em alguns poços já na próxima semana.

Bessent também classificou a Guarda Revolucionária do Irã como uma “instituição corrupta” e revelou que recursos desviados da população iraniana estavam sendo mantidos no exterior. Ele destacou que os países vizinhos do Golfo Pérsico forneceram informações cruciais que permitiram aos Estados Unidos bloquear ativos do grupo.

"Eles calcularam mal quando começaram a bombardear os vizinhos do Golfo. Os vizinhos aceitaram a entrada de dinheiro do regime do Irã nos seus sistemas bancários e nos deram os detalhes e permitiram que congelássemos os ativos", explicou o secretário.

Bessent ainda comentou que a recente saída dos Emirados Árabes Unidos da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) é um indicativo de que os preços do petróleo podem cair após o fim do conflito.

"Isso me dá muito otimismo de que os preços do petróleo, no outro lado desse conflito, serão muito menores do que estavam no início do ano ou em qualquer ponto de 2025. Já podemos ver os preços no mercado futuro mais baixos daqui a três meses, seis meses, nove meses à frente. Há centenas de navios-tanque esperando no Golfo para sair", concluiu Bessent.