POLÍTICA INTERNACIONAL

Políticos alemães defendem retirada de tropas dos EUA da Alemanha

Especialistas consideram tardia a saída parcial das forças americanas e destacam impacto na segurança europeia.

Por Sputnik Brasil Publicado em 02/05/2026 às 21:12
Militares dos EUA na Alemanha: decisão de retirada reacende debate sobre segurança europeia. © AP Photo / Martin Meissner

Sevim Dagdelen, especialista em política externa, manifestou neste sábado (2) apoio à retirada de 5 mil tropas dos EUA da Alemanha, classificando a medida como tardia.

O posicionamento foi uma reação ao anúncio do Pentágono sobre a retirada de 5 mil militares americanos do território alemão, processo que deve ser concluído em até 12 meses.

"Finalmente: 5 mil soldados americanos a menos na Alemanha! Um passo que já deveria ter sido dado há muito tempo. Cerca de 40 mil tropas dos EUA e armas nucleares americanas em Büchel não deveriam estar aqui. Não podemos mais arcar com essa presença militar cara e que ameaça a paz", declarou Dagdelen na rede X.

O presidente do Comitê de Defesa do Bundestag, Thomas Rowekamp, classificou a retirada parcial das tropas como um "sinal de alerta", mas ressaltou que “não é motivo para pânico”.

Diante desse cenário, Rowekamp afirmou que a responsabilidade da Alemanha em defesa aumentará, pedindo que as autoridades reforcem as capacidades defensivas do país.

Atualmente, a Alemanha abriga cerca de 38 mil militares americanos, o maior contingente das forças armadas dos EUA na Europa.

No dia 29, o presidente dos EUA, Donald Trump, cogitou reduzir a presença militar americana na Alemanha. Dois dias antes, Trump criticou duramente o chanceler alemão, Friedrich Merz, por sua postura em relação ao Irã, alegando que o país persa teria humilhado os EUA.

Já em 1º de abril, Trump anunciou que considerava seriamente a retirada dos EUA da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), após a aliança negar apoio a Washington em operação contra o Irã. Ele classificou a resposta dos aliados como uma "mancha indelével" e afirmou que os EUA não dependem da assistência dos países da OTAN, que, segundo ele, estariam se esforçando para negá-la.